Economia

IBGE: polo de moda de Goiânia é o mais atrativo do País

Fonte - Imprensa Acieg
22/05/2020 15:10
68

O comércio varejista e atacadista de vestuário e calçados de Goiânia é o que mais atrai compradores do País, segundo a pesquisa Regiões de Influência das Cidades (Regic), realizada pelo IBGE, que identifica cidades que funcionam como polos comerciais para compra de roupas, calçados, móveis, eletrodomésticos e eletroeletrônicos.

Entre as mais atrativas para compras de vestuário e calçados, o arranjo populacional de Goiânia polariza o maior número de municípios (161), atraindo consumidores de grandes distâncias, como do Tocantins, Sudeste do Pará, Norte de Mato Grosso e Oeste da Bahia. A segunda maior centralidade nesse tema é a cidade de Caruaru (PE), seguida de Feira de Santana (BA).

Os dados, relativos a 2018, foram antecipados com o objetivo de contribuir com diagnósticos do impacto econômico da Covid-19. A Regic apresenta também um índice de atração, que aponta uma dimensão da quantidade potencial de pessoas que a cidade pode atrair para a aquisição de determinado bem ou serviço. O índice é calculado a partir da população residente nos municípios entrevistados e o percentual dos destinos.

A maior média de deslocamentos para compra de vestuário e calçados ocorre no Amazonas, com 342 km, quase exclusivamente em direção à capital. Já a menor ocorre em Santa Catarina, com média de 33 km, onde a profusão de centralidades intermediárias existentes (capitais regionais, centros sub-regionais e centros de zona). Os deslocamentos destinados ao arranjo populacional de Goiânia, que polariza o maior número de municípios do País, apresenta uma média de 403 km.

A pesquisa mostra que o deslocamento médio dos brasileiros que precisaram sair de seu município para comprar eletroeletrônicos e móveis foi de 73 km. Já para adquirir vestuário e calçados, essa média aumenta para 78 km. De acordo com a pesquisa, o atendimento às demandas das cidades afastadas dos grandes centros urbanos frequentemente é feito pela internet, mas há locais que atraem pessoas de distâncias maiores, por possuírem comércio diversificado de eletrônicos, por exemplo.

Com o isolamento social atual, houve mudanças no padrão geográfico de consumo por causa da redução da atividade comercial e de restrições de deslocamentos entre municípios. De acordo com o gerente de Redes e Fluxos Geográficos do IBGE, Bruno Hidalgo, a pesquisa pode contribuir para fazer diagnósticos mais detalhados de impacto específico para essas cidades que funcionam como centros comerciais. “As cidades que são destinos recorrentes para realização de compras dos itens investigados pela pesquisa podem sofrer redução de vendas específicas durante esse período de pandemia em razão de receberem menos consumidores do que o habitual”, disse.

Já no caso de produtos eletrônicos e de móveis, distâncias percorridas por compradores partindo de cidades do Amazonas para a compra de eletroeletrônicos e móveis (388 km) é duas vezes superior à segunda maior distância média, registrada no Mato Grosso (181 km). Isso ocorre por haver poucas cidades de níveis hierárquicos intermediários que poderiam atender a essa demanda no Estado. Além disso, há a Zona Franca de Manaus, onde há fabricação e comércio especializado em eletroeletrônicos, mais um fator que contribui para a atratividade de Manaus.

O segundo Estado com maior distância média percorrida entre as cidades para compras de eletroeletrônicos e móveis é Mato Grosso, totalizando 181 km. Em um padrão intermediário, Tocantins, Maranhão, Goiás e Piauí apresentaram médias semelhantes de deslocamentos para compras de eletroeletrônicos e móveis (entre 85 km e 95 km), seguidos pela maioria dos Estados do Nordeste, Sul e Sudeste com deslocamentos médios de 45 km a 75 km.

Cadastro Login
Acesse com sua rede social
ou
Esqueceu sua senha?
Cadastro Login
Acesse com sua rede social
ou
Um e-mail de confirmação chegará em sua caixa de entrada
Cadastrar Login
Cadastrar