Empreendedorismo

Franquias voltam a crescer em Goiás

Fonte - Empreender em Goiás
25/09/2020 13:53
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O setor de franquias está consolidando o crescimento em Goiás, a exemplo do que ocorre em todo o País. Os dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF), em parceria com a empresa de pesquisas AGP, mostram que a crise causada pela pandemia da Covid-19 ficou para trás. No Estado, o número de unidades de franquia cresceu 10%, enquanto o de redes aumentou 6% no terceiro trimestre do ano (abril, maio e junho), em relação a igual período do ano passado.

Os segmentos de serviços e outros negócios (59,3%), limpeza e conservação (21,6%), hotelaria e turismo (16,1%) e saúde, beleza e bem estar (14,2%) foram os que mais impulsionaram o setor de franquias em Goiás. Por outro lado, houve recuo em entretenimento e lazer (-13,6%), casa e construção (-1,1%) e serviços automotivos (-0,8%). Em termos de participação por segmentos, o de alimentação continua na liderança com 28,2%, embora tenha crescido apenas 0,8% no último trimestre. Saúde, beleza e bem estar vem logo em seguida com 20,6%, serviços e outros negócios com 13,4% e moda com 10,7%.

A participação do faturamento das franquias em Goiás, dentro do quadro nacional, passou de 2,4% para 2,6% no segundo trimestre de 2020, embora o faturamento líquido tenha diminuído 30%. De acordo com a ABF, o segundo trimestre deste ano foi desafiador, porém o setor acelerou sua trajetória de recuperação em julho, registrando uma redução média de faturamento de 7,2% em relação ao mesmo período de 2019. É o terceiro mês consecutivo de recuperação, sendo que a taxa de julho é significativamente menor do que os 48,2% em abril, os 41% em maio e os 30,1% em junho.

De acordo com a ABF, esta é a primeira vez desde o início da pandemia, que segmentos do franchising voltaram a registrar crescimento no faturamento na comparação com o mesmo período de 2019. Na média nacional, o ramo de casa e construção que registrou um crescimento de 36% em relação a julho do ano passado. “É um número que chama a atenção, mas temos que ter em mente que a pandemia represou vendas e mudou sazonalidades”, explica André Friedheim, presidente da entidade.

Tal desempenho é atribuído à melhora do quadro geral da economia e do setor, incluindo agendas mais avançadas de reativação econômica, maior número de unidades em operação, fortalecimento dos canais digitais e à melhora na confiança por parte do empresariado e do consumidor. A manutenção dos juros em níveis historicamente baixos e os programas de renda emergencial também impactaram positivamente.

A pesquisa do 2ºTRI confirmou também uma tendência importante no setor: a digitalização dos canais de venda. Notou-se uma migração das vendas via lojas próprias e franqueadas para e-commerce (que passou de 2,1% em 2019 para 2,9% em 2020), aplicativo de delivery (2,1%), aplicativo próprio (0,7%) e vendas por WhatsApp (1,7%). Vendas por canais alternativos como venda direta, catálogo e parceiros passaram de 2,7% para 4,9%. Além disso, quase 70% das redes alegaram trabalhar com o canal e-commerce, enquanto essa taxa em 2019 era de 61,1%. A participação dos franqueados neste canal também deu um salto, passando de 51,9% em 2019 para 91,6% em 2020.

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