Economia

Empresas com boas histórias têm o melhor desempenho desde a estreia na bolsa

Fonte - Valor Investe
15/10/2020 17:23
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Segundo o gestor de portfólio da Western Asset no Brasil, bom preço e gestão eficiente também são aspectos que influenciam para melhor comportamento das empresas estreantes na bolsa

As empresas estreantes na bolsa com histórias diferentes, preço bom e boa gestão foram as mais atrativas e as que apresentam o melhor desempenho desde a oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) em 2020, segundo o gestor de portfólio da Western Asset no Brasil, Cesar Mikail.

“No início do ano, a onda de IPOs veio com a queda de juros e recursos indo para ações. Já no segundo semestre teve a pandemia e questões sobre o lado fiscal, então o mercado ficou mais retraído. Logo, nossa percepção é que algumas ofertas vieram com preço mais caro e realmente precisaram trazer algo de diferente”, afirma o gestor.

Segundo ele, um exemplo de empresa de um setor estreante e resiliente é a rede de petshops Petz, cuja ação sobe 12,4% desde o IPO, de R$ 13,75 para R$ 15,46 no fechamento de ontem. Outra é a Ambipar, de gestão ambiental, e que avança 16% desde a oferta, de R$ 24,75 para R$ 28,72.

Já a farmacêutica D1000 tem modelo de negócio semelhante e atua no mesmo setor de outras companhias já listadas, como RaiaDrogasil e Dimed, controladora da Panvel. Desde o IPO, as ações da D1000 recuam 34,4%.

No caso da Western, a mesma estratégia foi usada para a escolha das ofertas nas quais a gestora entrou no ano. Uma das escolhidas foi a varejista de material de construção Quero-Quero, que, de acordo com Mikail, é a única do segmento e atua no consumo “formiga”, ou seja, em pequenas cidades.

Outra escolhida foi a Pague Menos, que apesar de ter concorrentes em bolsa, como RaiaDrogasil, tem como estratégia o crescimento no Nordeste. “Olhamos todas as ofertas e entramos em poucas, mas naquelas que têm preço atrativo e uma história boa”, diz.

Desde o IPO, as ações da Quero-Quero avançam 28,9% e as da Pague Menos têm alta de 10,1%.

Já a Cury, explica o gestor da Western, possui um bom histórico de entregas de empreendimentos, velocidade de vendas alta e produtos de qualidade para a baixa renda. Por isso, a Western também participou do IPO.

“A Cury é de construção, mas tem uma gestão respeitada e mesmo quando era de capital fechado mostrava execução acima da média. Além disso, a Cyrela já tinha comprado um pedaço, então já via nos resultados da Cyrela o desempenho da Cury”, explica. Desde a oferta, os papéis da Cury subiram 14,7%.

Da próxima leva de IPOs ainda em processo de análise, o gestor da Western revela que há interesse pela Rede D’or. “Depende do preço, mas o setor de saúde é um dos que mais vão crescer no país”, afirma Mikail.

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