Economia

223 mil famílias em Goiás pediram empréstimo na pandemia

Fonte - Empreender em Goiás
23/10/2020 17:12
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Do início da pandemia do coronavírus até setembro, 223 mil domicílios de Goiás solicitaram empréstimos, o que representa 9,7% das residências no Estado. Enquanto 178 mil desse total conseguiram empréstimo, outros 45 mil domicílios não foram atendidos em suas solicitações. As informações são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios PNAD Covid-19, divulgada nesta sexta-feira (23/10) pelo IBGE.


Os bancos ou financeiras foram os mais procurados pelos solicitadores de empréstimo em Goiás. Em 124 mil domicílios, ou 69,7% do total, essas foram as fontes do empréstimo. Já em 26,4% dos casos, ou seja, 47 mil domicílios, as fontes foram parentes ou amigos. A pesquisa ainda constatou que 2,1 milhões de domicílios, ou 90,3% dos domicílios de Goiás, não solicitaram empréstimos até o mês de setembro.

A pesquisa registra também que 45,5% dos domicílios em Goiás receberam auxílio emergencial no mês de setembro, posicionando-se acima da média nacional, que foi de 43,6%. A média proveniente do auxílio emergencial recebido pelos domicílios no Estado foi de R$ 848, abaixo da média nacional de R$ 894.

Rendimento médio
O IBGE destaca ainda que o rendimento médio real recebido em setembro foi de R$ 2.024, ou seja, 92,4% do valor normalmente recebido que é de R$ 2.191. Essa diferença vem em queda desde o início da série, uma vez que em maio era de R$ 435, junho de R$ 415, julho R$ 305, agosto R$ 219 e chegou a R$ 167 em setembro.


Essa diferença entre os rendimentos efetivos e normalmente recebidos em Goiás foi menor que no âmbito nacional, R$ 210 (R$ 2.378 e R$ 2.168 respectivamente). Das pessoas ocupadas em agosto no Estado, 685 mil tiveram rendimentos efetivamente recebidos menores do que o normalmente recebido, o que representa 22,2% do total, pouco abaixo da média nacional que ficou em 24,2%.

Em setembro de 2020, destaca a pesquisa do IBGE, 705 mil pessoas em Goiás não procuraram trabalho, mas gostariam de ter trabalhado, queda de 5,9% em relação a agosto (750 mil). Destas, 356 mil pessoas não ocupadas deixaram de procurar trabalho devido à pandemia ou por falta de trabalho na localidade, registrando o menor valor desde o início da pesquisa. Esse número representa queda de 13,7% na comparação com o mês de agosto. Com isso, 16,9% das pessoas não procuraram trabalho devido à pandemia ou à falta de trabalho na localidade, 7º menor percentual do país, ficando abaixo da média nacional (21,6%).

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