Mercado

Mercado de startups do Brasil caminha para ter melhor ano da história em 2020

Fonte - Pequenas Empresas & Grandes Negócios
26/10/2020 17:52
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Aconteceram 100 aquisições de startups entre janeiro e setembro. Número de aportes realizados em novatas também já tem recorde histórico de 322 cheques com volume total já em US$ 2,2 bilhões

O ano de 2020 certamente se tornará inesquecível para muita gente - mas, para as startups brasileiras, as lembranças serão positivas. Mesmo com a pandemia e a crise econômica, o ecossistema brasileiro de inovação caminha para ter seu melhor ano da história nesta temporada. Os sinais até aqui são bons: segundo dados da empresa Distrito, que mapeia o setor, aconteceram 100 aquisições de startups entre janeiro e setembro, superando os anos de 2018 e 2019. O número de aportes realizados em novatas também já tem recorde histórico de 322 cheques, superando o melhor ano do setor com folga - em 2017, foram 263 investimentos. E o volume total de aportes já está em US$ 2,2 bilhões, completando 82% do que foi injetado no mercado em todo o ano de 2019.

"Esperamos que o último trimestre faça superar o ano de 2019, mas, mesmo com crise, enxergamos um mercado forte e bem aquecido", diz Gustavo Araújo, presidente executivo da Distrito. "Só não há maior volume de aporte porque os investidores ficaram cautelosos no início da pandemia, mas a recuperação em setembro foi muito forte." Só no mês passado, as startups brasileiras receberam US$ 843 milhões. Acima da expectativa. "É muito positivo o balanço de 2020 até aqui. É quase como se o ecossistema estivesse à margem da crise que se vive no Brasil", diz Gilberto Sarfati, professor da FGV-SP. "A digitalização já ganharia destaque de qualquer jeito a médio prazo, mas a crise acelerou o processo."

O bom desempenho supera, inclusive, as expectativas do setor antes da pandemia. No início do ano, o mercado de startups estava cauteloso - supercheques feitos pelo grupo japonês SoftBank em empresas como WeWork e Uber levantaram o risco de uma bolha no setor. Aqui no Brasil, os japoneses foram o fator principal para o sucesso de 2019, despejando dinheiro no mercado ao investir em empresas como QuintoAndar, Gympass e Loggi - ao todo, eles participaram de rodadas que, somadas, movimentaram US$ 1,3 bilhão. "O SoftBank distorceu um pouco o mercado. Eu achava que 2020 ia ser ótimo, mas difícil de bater 2019", avalia Renato Valente, sócio do fundo Iporanga Ventures.

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