Economia

Carteira de bancos estaduais e agências de fomento cresceu 4,10% no 1º semestre, diz Fitch

Fonte - Valor Investe
19/11/2020 17:49
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Atualmente, o Brasil tem 16 agências de fomento, cinco bancos públicos e três bancos de desenvolvimento

A carteira de crédito dos bancos estaduais e agências de fomento cresceu 4,10% no primeiro semestre, em relação ao fim de 2019, segundo a agência de classificação de risco Fitch Ratings. O resultado é bem parecido com o crescimento geral do Sistema Financeiro Nacional (SFN), de 4,20%.

“As principais medidas adotadas por bancos estaduais e agências de fomento para minimizar os impactos da pandemia do covid-19 foram a criação de linhas de crédito especiais (com juros menores), ampliação das linhas para PMEs e adiamento/suspensão de obrigações relacionadas a empréstimos já contratados, além de financiamentos específicos para o setor de saúde”, diz Mariana Pereira, analista sênior da Fitch.

Atualmente, o Brasil tem 24 instituições financeiras subnacionais, controladas por governos estaduais. São 16 agências de fomento, 5 bancos públicos (Banrisul, BRB, Banse, Banestes e Banpará) e três bancos de desenvolvimento (BDMG, BRDE e Bandes). Das 27 unidades federativas, 21 possuem alguma instituição financeira.

A Fitch aponta que as estratégias e as metas estabelecidas pelas instituições financeiras subnacionais podem ser influenciadas pelas diretrizes políticas dos governos estaduais e mudanças na diretoria executiva são mais frequentes que em bancos privados. “Apesar deste aspecto, desde a entrada em vigor da Lei Nº 13.303, de 2016 (Lei das Estatais), a Fitch tem observado uma melhora da governança corporativa dessas instituições, com fortalecimento das políticas de contratação e dos comitês internos de elegibilidade, o que garante que os executivos aprovados tenham experiência e ampla capacidade técnica”.

A agência aponta que os bancos estaduais têm um modelo de negócios estável, focado em empréstimos para pessoas físicas (em média 83% da carteira, em junho de 2020), principalmente consignado para funcionários públicos. Tal composição garante uma boa diversificação do risco de crédito em termos de clientes e possui naturalmente uma garantia boa e já testada, apesar da relativa concentração geográfica.

“Essas instituições têm buscado, inclusive, diversificar seu portfólio de produtos e serviços melhorando suas plataformas digitais e estabelecendo parcerias com seguradoras, bandeiras de cartão de crédito e adquirentes”.

O relatório afirma ainda que embora as implicações finais da pandemia na economia e no mercado financeiro sejam difíceis de prever, os números do primeiro trimestre de 2021 (após o fim da flexibilização de provisionamento, permitida pelo Banco Central até dezembro) trarão mais clareza a questões relacionadas à inadimplência. “De qualquer forma, a Fitch espera pressão sobre a qualidade de ativos dessas instituições em 2021”.

Em relação às agências de fomento, a Fitch lembra que elas sucederam grande parte dos bancos estaduais que foram vendidos ou liquidados no início dos anos 2000, mantendo operações importantes para seus Estados, como repasses de recursos e administração de fundos, porém com uma atuação mais limitada na parte de funding. Em junho, elas tinham R$ 10,3 bilhões de ativos e uma carteira de crédito de R$ 6,4 bilhões.

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