Tecnologia

3 coisas que as gigantes do Vale podem aprender com pequenas empresas

Fonte - Te Brief
26/10/17 16:07
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Estabelecer uma cultura interna que seja diversa e forte é uma tarefa que todas as empresas deveriam levar a sério – lembrando que isso não é algo fácil de ser construído

De acordo com David Finkel, cofundador da Maui Mastermind, uma empresa de coaching para pequenos negócios, criar essa cultura interna saudável, “às vezes, pode levar anos, especialmente se é uma situação em que você está tentando curar ou reconstruir uma cultura de empresarial doente”.

Em entrevista ao site Inc., ele disse, no entanto, que há muito o que pequenos negócios podem ensinar a gigantes do Vale do Silício (não precisamos mencionar as "trapalhadas" do Uber e os últimos acontecimentos contraditórios que envolveram a cultura interna do Google, não é mesmo?), ou qualquer outra empresa de tecnologia.

São três os posicionamentos que pequenas empresas com as quais Finkel teve contato estabeleceram para si e que ajudaram a impulsionar negócios e a criar uma cultura diversa e inclusiva.

1. Diversidade em primeiro lugar

É comum que empresas busquem por talentos que “se encaixem” na sua cultura interna. Mas, de acordo com Finkel, essa frase é apenas um eufemismo para “busco alguém exatamente igual a mim”. Sim, é apenas um jeito mais polido de dizer que a sua empresa, na verdade, não quer pessoas diversas, que possam acrescentar com nova ideias e experiências de vida – quer apenas mais do mesmo.
O ponto aqui é: a ideia principal deveria ser contratar pessoas que compartilhem da visão da empresa, que lutam pelos mesmos valores, pelos mesmos propósitos. Mas isso não necessariamente significa que essas mesmas pessoas têm de ser iguais. Afinal, queremos diversidade de verdade, não é mesmo? Mas essa é uma iniciativa que deve começar de cima, "com um comprometimento claro de que você quer ser um local de trabalho e quer construir uma empresa que abraça as diferenças".

Ou, como complementa Arvind Raichur, CEO e cofundador da MrOwl: “Não procure alguém como você”. A startup de internet possui uma equipe dividida igualmente entre homens e mulheres, tanto no nível executivo quanto em equipes de desenvolvimento. Para Raichur, “você não pode criar uma cultura artificialmente diversa”. Ou seja, para criar uma diversidade #real, #oficial, é preciso aprender que os talentos certos podem vir de todos os cantos – e abraçar essa ideia de verdade. 

2. Não contrate pessoas exatamente iguais a você

"O benefício de contratar pessoas com diferentes origens e experiências que as suas, ou mesmo de uma versão mais nova de você, está em trazer novas formas de pensar para a sua empresa", afirma Finkel. Contratar pessoas que pensam e agem como você, continua o executivo, é um desserviço.

Diversidade não apenas ajuda no momento de resolver um problema, porque pessoas diferentes pensam diferentes, possuem abordagens diversas e, consequentemente a probabilidade de a questão ser resolvida mais rapidamente é maior. Ajuda também quando o assunto é refinar o seu produto (pelos mesmos motivos de pensamentos diferentes geram resultados diferentes).

3. Também não selecione por “tipos”

Não adianta se propor a fazer o que citamos acima se a sua cabeça ainda continua procurando por um determinado “tipo” de profissional. "Já que você está considerando contratar pessoas que são diferentes de si mesmo, ou dos seus membros atuais da equipe, não caia na armadilha de contratar visando preencher certos 'requisitos de diversidade'", comenta Finkel.
Para o especialista, "se você construiu uma cultura aberta e convidativa e verificou o seu impulso de contratar cópias de si mesmo", as chances de acabar com um grupo diverso de profissionais aumentarão naturalmente.

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