Economia

Famílias brasileiras que continuam endividadas este ano somam 31%

Fonte - Administradores
23/02/17 10:35
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É o que mostra a pesquisa Pulso Brasil, que abrange tudo o que as famílias devem pagar

As famílias que mantiveram neste início de ano o grau de endividamento do ano passado são 31% do total. Em segundo lugar, aparecem as famílias que não se consideram endividadas (27%), seguido pelas menos endividados (22%) e mais endividadas (19%).

É o que mostra a pesquisa Pulso Brasil, encomendada ao Instituto Ipsos Public Affairs pelo Departamento de Pesquisas Econômicas da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

A pesquisa abrange tudo o que as famílias devem pagar no período apresentado, como contas domésticas, cheque especial e cartão de crédito. A pesquisa, que tem margem de erro de 3 pontos, ouviu 1,200 pessoas em 72 municípios em todo o Brasil.

O cenário apurado mostra-se diferente quando são avaliadas as classes sociais. Enquanto nas classes A, B e C, a maior parte das pessoas ficou com endividamento igual ao do ano passado (32% e 33%, respectivamente), a maior parte da classe DE (33%) informou não que não tem dívidas neste início de ano.

Principais dívidas

A pesquisa ainda revelou que a maioria dos entrevistados (66%) afirma não ter dívidas com bancos, mas, entre os que têm, a maior parte (12% do total) diz que, apesar de dificuldades, consegue pagar no prazo. Os que deixam de pagar somam 7%, os que têm dificuldade para pagar, mas negociam o prazo são 5%, e os que não têm sentido dificuldade para pagamento são 10%.

As contas de serviços, como luz, telefone, aluguel e mensalidade de planos de saúde, são as mais difíceis de pagar para 54% dos entrevistados, mas eles dizem que conseguiram quitá-las no prazo. Já 32% disseram que não sentem dificuldade para pagar e apenas 10% declararam ter deixado de pagar. Os que têm sentido dificuldade e negociado prazo representam 4% dos entrevistados.

Apesar do cenário de crise, 68% das pessoas disseram que não consideram ficar inadimplentes, mas 32% deixariam de quitar alguns compromissos. Entre os que cogitam ficar inadimplentes, 49% consideram deixar de pagar primeiro as contas de serviços, como luz, água e telefone. Em seguida, 24% deixariam em aberto as parcelas com compras de eletrodomésticos, eletrônicos, telefonia e informática. Pagamentos a bancos receberam 20% das respostas e IPTU e IPVA, 17%. Pagamento de dívidas com cartão de crédito recebeu apenas 2% das respostas, próximo de categorias como saúde (6%) e educação (2%).

Levando em consideração a situação financeira das pessoas, a pesquisa mostra que 48% das famílias não têm nenhuma possibilidade de assumir nova dívida este ano e 25% têm menos chance. A constatação é a mesma para todas as classes econômicas ouvidas, ou seja, todos os grupos apontaram a expectativa de não contrair novas dívidas em 2017: AB (42%), C (44%) e DE (67%).

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