Mercado

Empresas que priorizam a igualdade de gênero têm melhor performance financeira

Fonte - Link Comunicação
27/02/18 16:59
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Especialista Liliane Rocha fala sobre esses e outros benefícios para as organizações que adotam a valorização da diversidade

A pesquisa mais recente da consultoria McKinsey intitulada (A diversidade como alavanca de performance) mostra que apesar dos diversos movimentos pela igualdade de gênero ao redor do mundo, as empresas ainda estão longe de adotar ou compreender a importância da valorização da diversidade tanto para a lucratividade como para a criação de valor.

Os dados da pesquisa, realizada com mais de 1000 empresas em 12 países do mundo, demonstram que ter mulheres em cargos de liderança aumenta em 21% as chances de uma empresa ter desempenho financeiro acima da média. A pesquisa anterior, de 2014, mostrava que líderes mulheres melhoravam em 15% as chances de melhorar a performance financeira das empresas.

Apesar desse modesto aumento ainda há muito que crescer em termos de valorização da diversidade, bem como na equiparação salarial entre homens e mulheres, principalmente no Brasil.

E como as empresas têm atuado para mudar esse cenário? Liliane Rocha, CEO e Fundadora da Gestão Kairós e autora do livro “Como ser um líder inclusivo” em suas consultorias vêm apoiando empresas a enxergarem os benefícios de estarem abertas à diversidade.  “Segundo Estatísticas de Gênero 2014, do IBGE, a renda média das brasileiras correspondia a cerca de 68% da renda média dos homens. As mulheres representam 60% do contingente que sai das graduações. O que comprova que se continuarmos no ritmo atual, a tão almejada igualdade salarial entre gênero chegará somente em 2095”, explica.

Outros dados demonstram que a desigualdade ainda permanece. Lista atualizada da União Interparlamentar, destaca que na política, entre 189 países, o Brasil ocupa o 129º lugar em participação feminina. Mulheres brasileiras ocupam 8,6% da Câmara dos Deputados. No Senado 16%. Nas 500 maiores empresas brasileiras só 33% são profissionais mulheres, sendo que nos cargos de liderança 13% ou 14%. “A desigualdade fica ainda maior quando miramos o a posição de CEO, onde poucas são mulheres nesta posição. Acredito que temos avançado, mas ainda há um longo caminho a percorrer”.

Esse atraso se dá principalmente por conta do machismo institucional que ainda permanece em nossa sociedade. “Acredito que a mudança só será possível ao longo do caminho. Não é possível parar, filosofar e desenhar a sociedade ideal para prosseguirmos. A mudança é feita a cada dia. E quando olhamos os aspectos da diversidade o tema de gênero, ao menos em tese, é um dos que apresenta menos barreiras para ser trabalhado” e complementa “mas o mais importante é entender que machismo não é oposto de feminismo. Enquanto o achismo cria uma sociedade onde homens têm privilégios, o feminismo cria uma sociedade com equidade entre homens e mulheres”, finaliza Liliane Rocha.

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