Mercado

Elas são maioria

Fonte - Kasane Assessoria de Imprensa
08/03/17 15:37
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Mulheres formam maior parte do quadro de funcionário de empresas goianas, também ocupando cargos de chefia

Após mais de quatro décadas do auge da inserção feminina no mercado de trabalho, nos anos de 1970, não há profissão em que elas não estejam. Nos serviços de saúde, principalmente, a presença das mulheres é quase majoritária e também preferível. As empresas e empregadores justificam que a dedicação, eficiência e atenção durante os cuidados prestados

A diretora de relacionamento do Crool Centro Odontológico, Paula Medrado, explica que as mulheres “conseguem transmitir aos pacientes que elas se importam com os problemas deles e irão resolvê-los com todo o empenho necessário”. A empresa tem cerca de 70% do quadro de funcionários constituído por mulheres e elas estão em todos os setores, do cargo de atendimento passando por auxiliares bucais, dentistas chegando até à gerência de recursos humanos e diretoria.

A Drogaria Santa Marta possui um número semelhante de farmacêuticas mulheres. Helisley Regina é uma delas. A hoje gerente farmacêutica já ocupou diversas funções na rede, como estagiária, caixa, balconista, auxiliar interno até chegar a seu cargo atual. Para ela, “a paciência, a atenção e os cuidados característicos das mulheres deixam os clientes satisfeitos”, diz.

Especialista em Recursos Humanos e mentora de gestão de carreira da Apoio Negócios, Dilze Percílio esclarece que essas características reconhecidas como femininas são construções culturais. “Desde a pré-história, nós mulheres fomos direcionadas aos cuidados. Cuidar dos filhos, do marido, da casa, além de fazer várias coisas ao mesmo tempo”, explica. Ela continua dizendo que essas competências não são exclusivas das mulheres e também podem estar presentes em profissionais homens. “O que vemos na área da saúde é a preocupação com a humanização”, fala.

Ana Célia Carvalho não é da área da saúde, mas assim como Paula e Helisley, ocupa um posto de destaque onde trabalha, a EBM Desenvolvimento Imobiliário. Desde 1990 na empresa, Ana é diretora financeira e a única mulher entre os quatro diretores da EBM. “Tenho muito orgulho de ser a única mulher no quadro de diretores e sei que com muita determinação, dedicação, flexibilidade e organização, pude contribuir com a melhoria da gestão dos negócios da empresa”, diz a administradora.

Preconceito

Helisley conta que nunca sofreu preconceitos por parte de seus colegas de trabalho ou clientes, mas ainda vê que as mulheres preferem ser atendidas por farmacêuticas enquanto os homens, muitas vezes, se sentem desconfortáveis em relatar suas queixas a elas. “Principalmente homens mais velhos querem ser atendidos por farmacêuticos, mas vemos que isso é mais por questão de vergonha mesmo”, explica.

Paula já não teve tanta sorte. Lembra que algumas vezes sua competência foi posta em dúvida. “Eu, como diretora de relacionamento, já vivi algumas situações dessas. A pessoa já chega procurando um homem, como se eu, por ser mulher, tenho uma competência abaixo do que um funcionário do sexo masculino”, reclama.

Dilze explica tal situação pela ideia de que a mulher é fraca para liderar. “Quando a gente fala que as mulheres recebem menos do que os homens é verdade sim. Porém, as boas empresas têm salários fixos para os cargos. O que acontece é que as empresas acabam prendendo muito a mulher em cargos operacionais, poucas conseguem alcançar altos postos de gestão”, lamenta.

 

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