Tecnologia

Ser agro digital, apenas por ser, não adianta.

Fonte - Cintia Souza
26/11/18 14:41
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Escrito por: Cintia Souza Diretora do Segmento de Agronegócio da Senior Sistemas.

Tive esta reflexão recentemente quando participei de um dos congressos ligado ao agronegócio. Me chamou a atenção uma grande área destacada à divulgação de startups de todas as naturezas e as promessas incríveis advindas delas.

Inteligências artificiais, tratores inteligentes, drones guiados por sensores, apps, mapas de calor, correção de solo online e por aí vai.  Me senti lançada em um filme futurista, não muito distante da ficção com tantas promessas de tecnologias mirabolantes. Mas decidi não me impressionar, tecnologia em si, sem aplicação, é o famoso voo da galinha, até pode parecer que vai sair do chão, mas não sai.

A princípio, há uma fome para novas tecnologias no mercado. É um Brasil onde não se vê crise nem recessão. Para uma startup ter sucesso, basta ter uma ideia inovadora e bem concebida, transformada em um produto ou serviço, que tenha aderência e aceitação de mercado. Há, me parece, muitas incubadoras prontas para investir na próxima tecnologia de ponta. Entretanto, um estudo da Fundação Dom Cabral revela que quatro 1 em cada 4 startups morrem no primeiro ano e a metade não ultrapassa anos. Outros estudos revelam que a taxa de mortalidade gira em torno de 75%.

O problema se encontra quando a nova tecnologia se depara com a dura realidade da própria realidade. Inovação tem dificuldade às vezes de ser prática. Outras vezes, são incapazes de conectar-se com as soluções já existentes, como uma tomada que agora exige que todos os conectores de uma casa sejam transformados para receber quatro pinos. Esses fatores, são ainda mais importantes quando estamos lidando com agronegócio; que é constituído essencialmente em uma cadeia dinâmica entrelaçada em uma rede.

Falar e fazer mapas de calor, mapeamento de pragas, correção de solo e dosagem da aplicação em tempo real, uso de máquinas autônomas, drones, sensores que controlam performance, entre tantas outras promessas; sem a atenção devida à conexão destas informações em um sistema gerencial eficiente, causaria um pane no entrelaçamento das redes que fazem o agronegócio no Brasil um dos mais dinâmicos do mundo.

Smart farms, smart cities, e tantas outras expressões do inglês que se referem à inteligência de informação, só fazem sentido se o uso de toda essa tecnologia virar estratégia para gerar resultados.

Ser agro digital porque é moderno e está na vanguarda vale de fato a pena? Quem de fato está digitalizando dentro e fora da porteira e quais dessas empresas estão realmente usando o volume de dados para gerar oportunidades de negócios? Boa questão para reflexão: ser agro digital é ser “smart” na escolha das melhores tecnologias que ofereçam suporte para a integração de informações e para a tomada de decisões inteligentes.

Cintia Souza Diretora do Segmento de Agronegócio da Senior Sistemas.

Associação Comercial, Industrial e de Serviços do Estado de Goiás

O pilar de atuação da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Goiás (Acieg) é a defesa incondicional do empresariado e dos princípios de organização e união para vencer os novos desafios em um mundo globalizado e competitivo. A história empresarial de Goiás é a própria história de lutas e conquistas da Acieg, iniciada em 1937. Com uma trajetória gloriosa, a Entidade está voltada para o presente e o futuro do nosso Estado.

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