Empreendedorismo

O empreendedorismo no agro pode empacar?

Fonte - Cintia Souza
07/02/19 14:02
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Escrito por: Cintia Souza, Diretora do Segmento de Agronegócio da Senior Sistemas.

O Brasil é um país cheio de expressões populares cultivadas pela pluralidade de crenças e culturas que construíram nossa colonização. São expressões idiomáticas, alegóricas e compostas de metáforas que povoam nossa identidade e nos unem culturalmente a uma nação tão diversa como o Brasil.

Esse Brasil também tem uma cultura de negócios, de empreendedorismo. E essa cultura nos ensina a lidar com desafios e obstáculos que todos nós, executivos ligados ao agronegócio, temos que lidar no dia a dia de nossas empresas e na diversidade do campo. Hoje me deparei pensando e devaneando - Será que o empreendedorismo no agro pode um dia empacar?

Não. Nunca! Acredito eu. Empacar, na tradução literária da expressão, se refere às mulas dos tropeiros que se negavam a seguir adiante na jornada da viagem, desconfiadas ou com medo, travavam diante dos novos caminhos ou desafios e se negavam a seguir adiante. E olha que os desafios no agro são inúmeros e nos movem desde o nosso DNA.

Em um mundo onde falamos em simplificação de processos, metodologia lean, mudança de modelo mental, sair da zona de conforto entre tantas outras expressões desejadas nos comportamentos das organizações, penso se existe ainda, ou até se existiu na cultura de negócios brasileiras, lugar para um comportamento mais, digamos, de sol e rede, como diria Dorival Caymmi.

Trazer e falar sobre o novo, desenvolver ações e atividades que desconhecemos, podem, de fato, causar nas empresas e pessoas ligadas ao campo o comportamento do “empacamento”.  Por vezes advindo do medo de algo que ainda não é familiar ou da famosa síndrome da “gabriela”, de se acreditar que o passado sempre deu certo da forma como está estabelecido. Ou ainda, por se acreditar no jeito tupiniquim de se fazer as coisas. O problema é que empacar é coisa “tempo do onça”, e não uma atitude aceita no século em que vivemos, numa era de constante transformação e aceleração digital. Mesmo no agronegócio.

No novo agronegócio, agora mais digital e interligado com o mundo em tempo real, não existe espaço para a desinformação ou para o “empacamento”. Vivemos no Brasil uma enxurrada de ingresso de estrangeiros neste setor. Ou, o setor se profissionaliza e abraça o novo ou, ficaremos “chorando a morte da bezerra", ou seja, literalmente ultrapassados, empacados no tempo.

Posso afirmar: a cada minuto que alguém perde tempo reclamando, relutando ou empacando, existem pelo menos cem outras pessoas independentes e bem-sucedidas abraçando a profissionalização dos negócios.


Cintia Leitão de Souza – Diretora de Agronegócio da Senior Sistemas

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