Cultura

China: um País que surpreende!

Fonte - Andrea Fiuza - Acieg-Comex
22/05/19 13:46
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Artigo escrito por Andrea Fiuza - Presidente da Câmara Temática de Comércio Exterior da Acieg.

A Câmara Temática de Comércio Exterior da Acieg vem desenvolvendo um trabalho muito interessante na organização de missões corporativas, promovendo cursos na área, pastas personalizadas, eventos culturais e representatividade nas Embaixadas.

Como presidente da Câmara, sempre tive o apoio da Acieg e dos gestores presidentes, empresários visionários e incentivadores. E foi com esse apoio que a Acieg promoveu a missão à China.

Muitas pessoas continuam resistentes em relação à China, mesmo ela sendo um país que possui uma grandeza e uma cultura milenar. Foi exatamente este pré-conceito que me desafiou a buscar o conhecimento e a experiência in loco e despertar nos empresários que buscam grandes oportunidades, a realização de uma missão para a maior feira multissetorial do mundo: a Canton Fair.

Foi uma experiência incrível e surpreendente, caíram por terra todos os pensamentos que me faziam adiar a decisão de visitar esse país!

Se me perguntarem o que me impressionou na China, responderei que foi tudo! Ela é diferente, contrastante entre o novo e o antigo, de cultura milenar e o seu povo mantém as tradições, tudo é grande, um mega país que trabalha sem parar.

Outro ponto que me chamou atenção é às 11 horas a mais em relação ao Brasil. Quando você chega lá, não dorme, até seu organismo se adaptar, levam uns três dias no mínimo. Conhecer de perto este país do outro lado do mundo é enriquecedor, um diferencial como experiência de vida: profissional, no campo filosófico, na medicina milenar, no turismo, sem dúvida a China é um país de sensações!

Os preparativos para a missão empresarial Acieg à China

O primeiro passo foi descobrir e analisar o perfil de interesse dos empresários. Segundo passo, fazer um planejamento detalhado. O terceiro passo, a escolha de bons profissionais experientes na cultura do país de destino: a agência e a operadora devem trabalhar numa sintonia extrema, ao ponto que seja percebida pelos organizadores e clientes, pois a logística, a companhia aérea, os tradutores, os hotéis, seguro saúde, os traslados dependem de um bom relacionamento e de confiança.

A característica da Canton Fair é por ela ser multissetorial, abrange vários segmentos e oferecem diversas oportunidades, isso permite montar um grupo de pessoas heterogêneas, que buscam alavancar seus negócios e procuram inovações em seus setores. A feira é dividida em três fases. Como essa primeira etapa era voltada para áreas da construção civil, energia renovável, veículos elétricos, acabamentos, tecnologia e lançamentos de novos produtos, o dividimos os empresários por perfis para um maior aproveitamento.

 O primeiro dia é de sondagem, observar cada detalhe: o tempo e o horário de saída do ônibus do hotel para à feira na ida e na volta, reconhecimento da dimensão da feira, identificar os clientes para mapear os stands, distribuir alguns cartões, pegar catálogos, para que no dia seguinte o trabalho fosse o mais focado possível.

Hoje a indústria na China não é somente em larga escala. Durante a feira, pude perceber um corredor com várias empresas europeias especializadas e premiadas mundialmente em design, ou seja, a qualidade no acabamento e a escolha cuidadosa da matéria prima foram inseridas em todo o processo industrial, consequentemente o valor do produto fica mais de acordo com o mercado mundial.

 Para mim, aquela expressão que diz: ‘fazer um negócio da China’, praticamente acabou. Mas é lógico que todo cuidado é pouco quando se trata de negócios, pois uma encomenda de produtos requer um planejamento financeiro e jurídico, até porque não são Industrias que expõem na feira, e sim traders(intermediários). Pensando nisso, a nossa Missão levou um profissional que calculava toda a logística até o Brasil e um escritório advocatício Chinês especializado em riscos.

Países da Ásia, como, China, Koreia do Sul, o grupo Asean (considerado o novo tigre asiático) e a Índia, e do Oriente Médio, como, Israel e Emirados Árabes, são celeiros de oportunidades. Estes são os destinos que devem fazer parte da realidade das empresas.

Hoje quem está no comando da casa é o empresário de TI, Rubens Fileti, e ele é totalmente antenado com o mercado externo. O Comércio Exterior é um desafio, porém, é gratificante, atualizador e mercadológico. Por trabalhar na área há 14 anos, posso dizer que me sinto realizada, pois fazer parte da Acieg, a primeira entidade classista de Goiás com 83 anos de existência, é uma grande honra.

 

Artigo escrito por Andrea Fiuza - Presidente da Câmara Temática de Comércio Exterior da Acieg.

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