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Custo Brasil consome cerca de 20% do PIB

Fonte - Thaillyne Rodrigues - Imprensa Acieg
29/11/19 18:19
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Levantamento feito pelo governo federal em parceria com o setor privado aponta que empresas brasileiras gastam cerca de R$ 1,5 trilhão por ano a mais do que empresas que integram a OCDE

O peso da burocracia, tributos, infraestruturas deficitárias e barreiras comerciais. Todos esses elementos afetam o setor produtivo e refletem no valor do Custo Brasil, que de acordo com levantamento feito pelo governo federal em parceria com o setor privado, consomem das empresas cerca de R$ 1,5 trilhão por ano, o que equivale a 22% do Produto Int

 O dado foi divulgado pelo Ministério da Economia, em São Paulo, durante o Encontro Anual da MBC (Movimento Brasil Competitivo), que ocorreu na quinta-feira (28). A Associação Comercial, Industrial e de Serviços do Estado de Goiás (Acieg), representada pelo presidente, Rubens Fileti e pelo vice-presidente, Thiago Falbo, também, estiveram presentes no evento, que teve como objetivo apresentar o estudo e estimular a competitividade nacional por meio de debates, com a presença de executivos e lideranças políticas.

O governo chegou a esse valor, após realizar um mapeamento de 12 áreas consideradas como fundamentais para a competitividade do setor empresarial. Além do mais, foi feita a comparação de cada um desses pontos com a média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que refletiu um custo acima da média. Segundo o governo, um dos pontos analisados constatou que o custo gerado por empresas brasileiras para empregar trabalhadores chegam até R$ 320 bilhões a mais do que a média da OCDE.

Para o secretário Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa, os dados representam o peso da burocracia que o país carrega. De acordo com ele, dentre os elementos que compõem o Custo Brasil, o que mais pesa para as empresas é o emprego de capital humano, o pagamento de tributos, e o terceiro elemento pontuado por Carlos da Costa, são os elevados custos e baixa qualidade logística entre os itens que compõem a infraestrutura.

Além do mais, durante o encontro, foi ressaltada a preocupação do governo em relação às altas dos insumos produtivos, por “dificultar a vida das empresas privadas”, declarou o secretário.

Após a divulgação do levantamento, como estratégia para amenizar o custo, o secretário lançou em parceria com entidades setoriais o Programa de Melhoria Contínua da Competitividade (PMCC), que terá como base o Custo Brasil, e tem como objetivo analisar e priorizar propostas com maiores chances de impactar na competitividade brasileira.

O presidente da Acieg, Rubens Fileti e o vice-presidente, Thiago Falbo estiveram presentes no Encontro. “Discutir sobre esses dados e debater soluções para reduzir os custos que recaem no setor produtivo, além de melhorar a competitividade, é uma das pautas da entidade. Precisamos trazer essa cultura nova de gestão, e cada vez mais colocar o empresário próximo dessa realidade”, pontuou Rubens Fileti.

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