Institucional

Mulheres ainda ganham 22% a menos que homens no Brasil

Fonte - Paula França - Imprensa Acieg
26/02/2020 11:00
390

Preconceito, assédio, falta de incentivo, dupla jornada e o machismo são os principais obstáculos enfrentados pelas mulheres na hora de empreender

A participação das mulheres nos negócios aumenta consideravelmente a cada ano. Em um recente estudo realizado pelo Sebrae, o Brasil ocupa a 7ª posição no quesito número de mulheres que estavam à frente de empreendimentos iniciais.

De acordo com a pesquisa GEM (Global Entrepreneurship Monitor), que estuda o empreendedorismo no Brasil e no mundo, as mulheres empreendedoras correspondem a 24 milhões, do total de 52 milhões que empreenderam em 2018.
O contexto brasileiro demonstra que para as mulheres os desafios podem ser ainda maiores, pois continuam ganhando 22% a menos do que os homens em diferentes ocupações, mesmo com 16% a mais de escolaridade. Dentre os principais obstáculos que o empreendedorismo feminino enfrenta, é possível destacar o preconceito, assédio, falta de incentivo, dupla jornada e o machismo.
A presidente da Câmara Temática de Empreendedorismo da Acieg, Silvana de Oliveira, chama atenção para o fato de que os homens ainda dominam o mundo dos negócios. “Vejo que realmente ganhamos muito espaço, mas ainda continuamos responsáveis pela função de dona de casa. Acredito que é preciso mudar muito, pois o mundo ainda é dominado pelos homens”, afirma Silvana, que completa:” Para a mulher que sonha em empreender é preciso se arriscar e ser persistente, e saber que não é fácil. É muito prazeroso conquistar aquele alvo determinado”.
 O empreendedorismo feminino não se limita a falar de empresas e projetos, vai além do que ter o próprio negócio e lucrar, esta forma de empreender concede espaço, autonomia e visibilidade para questões relacionada ao universo feminino.
De acordo com a empresária Dilze Percílio, presidente da Câmara Temática de Capital Humano da Acieg, vivemos em uma sociedade que ainda traz muitas características de racismo e preconceito. Mesmo no século XXI, ainda não é esperado ter em local de destaque mulheres negras. “Há quinze anos era muito difícil uma mulher empreender, principalmente se fosse uma mulher negra, pois existiam diversas barreiras. Infelizmente, mesmo com todos os avanços, isso ainda é comum”, afirma.


Liderança Feminina 
Segundo a pesquisa da Grant Thornton, no Brasil, o percentual de empresas com pelo menos uma mulher em cargos de liderança é de 93% em 2019, um salto considerável em relação aos 61% do ano de 2018. Nos cargos de liderança, as mulheres ocupam 25%, e quanto mais alta a posição, menor a participação das mulheres.
Para a empreendedora e presidente da Câmara Temática de Eventos da Acieg, Sandra Méndez, é possível entender a liderança feminina como um importante agente de transformação social. “As mulheres ainda atuam muito nos negócios tradicionais, principalmente dentro da área de comércio e serviços. É importante que a mulher trabalhe melhor seu networking, que participe mais de associações e entidades para conhecer novos parceiros e para desenvolver novos negócios”, declara.

Cadastro Login
Acesse com sua rede social
ou
Esqueceu sua senha?
Cadastro Login
Acesse com sua rede social
ou
Um e-mail de confirmação chegará em sua caixa de entrada
Cadastrar Login
Cadastrar