Mercado

3 dicas para sua empresa ter mais igualdade de gênero

Fonte - Pequenas Empresas & Grandes Negócios
12/04/17 14:00
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Geovana Donella, mentora Endeavor, aponta três caminhos possíveis para ter mais mulheres conselheiras nas empresas

Nunca se lutou tanto por uma maior presença feminina, em quase todas as áreas da sociedade. É verdade que o caminho ainda é longo: para onde quer que se olhe, os cenários muitas vezes desafiadores. Mas é inegável, também, que tenha havido avanços.

No meio empreendedor — e dos negócios em geral –, o cenário ainda é de muita atenção. Principalmente aqui no Brasil. Tanto nas esferas mais altas quanto na estrutura geral de uma empresa, a igualdade de gêneros é um baita desafio. Da quantidade limitada de banheiros femininos ao baixo número de vagas para grávidas, são vários os motivos que levam a um inaceitável desequilíbrio no ambiente corporativo.

O que fazer para mudar essa situação? Como empoderar de fato, no sentido de dar mais poder de decisão às mulheres? Como abrir mais espaço nos cargos de liderança, equilibrar conselhos, equivaler salários… enfim, como valorizar a presença feminina no meio corporativo?

A mulher tem uma série de características e de valores que são diferentes daqueles dos homens. São mais intuitivas, não são somente racionais, o que faz toda a diferença para uma gestão, principalmente para um conselho. Comecei a olhar mais para tudo isso, a lutar por isso. Mas uma pergunta não queria calar: como teremos muitas conselheiras se não temos muitas presidentes?

Boa pergunta: como?

A própria Geovana aponta três caminhos possíveis para um ambiente corporativo mais igualitário:

1) Empresas precisam se adaptar às particularidades da mulher. Ela se refere a demandas como o tempo necessário para se cuidar da família. “Por que as mulheres que são gerentes não costumam virar diretoras? Porque esta costuma ser a época em que as mulheres optam pela família, pelo casamento, pela maternidade”, provoca.

Para Geovana, as organizações precisam encontrar formas de viabilizar que as duas coisas aconteçam em paralelo. Precisam ajudar e dar condições para que as mulheres toquem essas atividades sem terem que abrir mão das carreiras. Horários mais flexíveis, home office, políticas de contratação de grávidas, e por aí vai.

2) Poder público precisa participar e conscientizar. “Não me refiro a leis”, afirma Geovana, “mas a campanhas de recomendação, de conscientização para a importância de se contratar e se valorizar as mulheres”. O governo precisa participar e dar o exemplo.

A Conselheira cita o caso do Canadá, que, a partir de 2006, desenvolveu uma política sólida de incentivo à igualdade de gêneros nas empresas. “O resultado foi que, em 2011, muito dessa igualdade havia sido atingida: vários dos cargos de conselheiras nas empresas do País foram ocupados por mulheres”.

Aliás, o próprio poder público deu o exemplo. Em 2015, quando o primeiro-ministro Justin Trudeau assumiu, compôs o governo na base do 50/50. E quando questionado sobre o porquê dessa composição, deu aquela resposta que entrou para a história: “Porque estamos em 2015”.

3) Apoio masculino. Para Geovana Donella, nada acontecerá sem o apoio irrestrito por parte dos homens.

“Precisamos do suporte masculino para mudar de verdade. Precisamos do he for she. Se os homens não tiverem essa conscientização, pouco avançamos. Porque, hoje, os presidentes são homens, os conselheiros são homens, e por aí vai”.
Se os homens lá de cima não tiverem essa conscientização, somente a qualificação e currículos excelentes ainda assim não serão o bastante. Pouco mudará, porque são eles que coordenam os departamentos mais estratégicos da Empresa.

Começar agora, com o que temos e de onde estamos

Agora, se você acha que a igualdade de gêneros em empresas só faz diferença em valores abstratos, ligados às características de cada sexo, é melhor pensar de novo. Porque há números bem contundentes que provam que um ambiente mais feminino não é só mais harmonioso e justo: é mais rentável também.

De acordo com Geovana, empresas que têm mais de duas mulheres no board obtêm 66% a mais de retorno sobre o capital investido. Além disso, têm 53% a mais de retorno sobre o patrimônio.

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