Empreendedorismo

Na contramão da crise, franquias goianas geram novos empregos

Fonte - O Popular, A Redação
25/04/17 15:30
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As redes de franquias parecem ter ignorado a crise econômica em 2016

Enquanto o País assistiu ao fechamento de milhares de lojas, 1.077 novas franquias foram inauguradas em Goiás no ano passado, gerando quase 10 mil novos empregos no Estado, segundo levantamento da consultoria Rizzo Franchise.

O desemprego se tornou até uma mola propulsora desses negócios, abertos por muitos trabalhadores que perderam suas ocupações nos últimos anos e usaram o dinheiro das rescisões para se tornarem novos empregadores.

O estudo da Rizzo Franchise, consultoria especializada em estruturação e implantação de redes de franquias, também considera como franquias as permissões de casas lotéricas e Correios, por exemplo. Com isso, o número de unidades abertas no Estado passou de 6.916 em 2015 para 7.993 em 2016, um crescimento de 15,5%. “As franquias se tornaram o caminho do primeiro emprego para muitos jovens, pois não exigem alta qualificação da mão de obra”, lembra Marcus Rizzo, sócio da consultoria.

Segundo ele, algumas unidades maiores, que exigem investimentos em torno de R$ 300 mil, chegam a abrir 15 novos postos de trabalho. Elas foram uma boa alternativa na crise, gerando um efeito multiplicador de novos empregos, sem usar recursos do governo. “A crise fechou 1,2 mil concessionárias de veículos no País, por exemplo. Muitas dessas pessoas abriram franquias ou se empregaram nelas”, estima Marcus Rizzo.

Foi o caso do publicitário Júlio Vilela, que abriu uma franquia Fast Açaí depois de perder o emprego em 2015. O negócio deu tão certo que ele abriu mais duas unidades no ano passado e uma quarta loja em janeiro deste ano. E Júlio não parou por aí: uma quinta unidade será inaugurada neste mês de abril. Hoje, ele gera 16 empregos. “Quando abri a primeira loja, não imaginei que chegaria tão longe”, admite.

Rotina

Formada em administração de empresas e especializada em Gestão de Pessoas e Hospitalar, Jaqueline Saraiva Menezes tinha uma rotina muito corrida, com horários de trabalho que se prolongavam pela noite, e não conseguiu conciliar a carreira com a chegada da maternidade. Depois de alguns anos se dedicando somente à família, na semana passada ela inaugurou uma franquia da Bupaqê, uma nova marca de lanchonete do Grupo QG na qual o pastel e o hambúrguer são montados na frente dos clientes.

Para Jaqueline, a franquia foi a melhor opção para voltar ao mercado de trabalho neste período de crise, por ser uma marca regional e já consolidada. “É um projeto inovador e que traz muita segurança, principalmente por ser do ramo de alimentação, que foi o menos afetado pela crise”, justifica.

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