Economia

APLs se multiplicam em Goiás

Fonte - O Popular, A Redação
25/04/17 15:42
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Estado tem arranjos finalizados, ou em fase de formação, em 28 setores produtivos, impulsionando a economia local, gerando empregos e aprimorando a qualidade dos produtos

Eles começam com alguns produtores ou empresas do mesmo segmento que se aglomeram em determinado município ou região. Os chamados Arranjos Produtivos Locais (APLs), que se espalharam por todas as regiões de Goiás nos últimos anos, já se tornaram verdadeiros polos econômicos.

Em 2004, um levantamento do Sebrae Goiás identificou 33 aglomerações produtivas especializadas. Hoje, já são quase 80 arranjos de 28 setores produtivos, distribuídos em 46 cidades polo. E alguns ainda estão em fase de formatação.

É o caso do APL de Confecções de Inhumas, que reúne 23 indústrias de cama, mesa e banho no polo industrial do município, gerando 1 mil empregos diretos. O prefeito Abelardo Vaz (PP) diz que o polo vai continuar crescendo, pois outra área de 1 alqueire está reservada para construção de mais 26 galpões.

E compradores de todo País já estão descobrindo o polo. O presidente do APL, Gilberto Molina, da GM Confecções, afirma que produz entre 30 e 40 mil peças mensais, emprega 70 pessoas e vende para 10 estados pelo sistema de venda direta. “Aqui, ainda é uma laranja que foi descascada 15% apenas. Falta divulgação, que pode triplicar as vendas”, acredita. O arranjo também conta com lojas de fábrica.

Outro APL em formação é o moveleiro de Senador Canedo, que reúne no polo industrial 10 empresas, como a Finart. A diretora Priscila Kelly Rasmussen conta que fornecedores do setor já estão se instalando no local, o que está estimulando o arranjo. Harley de Oliveira Paiva, diretor do Grupo Imol, outra empresa do polo, já prevê a necessidade de uma futura expansão.

Outros Produtos

Pouca gente sabe que Goiás também tem arranjos produtivos de mel em municípios como Orizona e Porangatu. Rafael Jacinto Pereira produz 7 toneladas anuais, a maior parte vendida na Cooperativa de Produtores Rurais de Orizona. Segundo ele, que já possui quase 200 enxames em 10 apiários, a produção vem crescendo graças ao emprego de tecnologias e manejo avançado, como a troca das rainhas. A presidente da Associação de Apicultores de Goiás, Maria José Oliveira de Faria, diz que o arranjo faz um trabalho de fortalecimento da apicultura local para incrementar a produção, ainda insuficiente para atender o mercado interno.

Outro arranjo em formação é o da mandioca, em Bela Vista. A cooperativa dos produtores (Cooperabs) já reúne 50 membros, que produzem desde a matéria-prima até o polvilho empacotado e vendido pela cooperativa em Goiás e Brasília. O presidente da Cooperabs, José Altair Neto, conta que eles inauguraram uma fábrica de farinha este ano e tem projeto para construção de uma agroindústria.

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