Economia

Lucro ajustado do BB sobe 95,6% no 1º trimestre

Fonte - Valor Econômico
11/05/17 14:32
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Analistas projetavam lucro ajustado de R$ 2,599 bilhões de janeiro a março.

O Banco do Brasil (BB) obteve lucro líquido ajustado de R$ 2,515 bilhões no primeiro trimestre, o que representa aumento de 95,6% na comparação com o mesmo período de 2016. O lucro contábil avançou 3,6%, para R$ 2,443 bilhões.

A margem financeira bruta cresceu 1,4% na comparação com o primeiro trimestre de 2016, chegando a R$ 14,476 bilhões. No entanto, houve forte queda nas despesas com provisões para devedores duvidosos (PDD). Esse indicador recuou 26,6%, para R$ 6,713 bilhões. Em relação ao quarto trimestre, a queda foi de 10,3%.

Com isso, a margem financeira líquida aumentou 51,3%, de R$ 5,131 bilhões no quarto trimestre do ano passado para R$ 7,764 bilhões no mesmo período deste ano. As rendas de tarifas aumentaram 12,3%, para R$ 6,117 bilhões.

No fim do primeiro trimestre, a carteira de crédito ampliada do BB somava R$ 688,7 bilhões, redução de 2,74% em relação aos três meses anteriores e uma queda de 11,4% frente a março de 2016. O banco manteve a projeção de crescimento da carteira de crédito entre 1% e 4% neste ano.

O recuo foi liderado pelo segmento de pessoa jurídica, cuja carteira apresentou queda de 4,72% no trimestre, somando R$ 280,8 bilhões. No segmento de pessoa física, houve retração de 1,44% do saldo no trimestre, totalizando R$ 185,1 bilhões. O portfólio de agronegócio ficou praticamente estável, crescendo 0,17% em três meses.

O índice de inadimplência do banco, com operações em atraso acima de 90 dias, era de 3,89% no fim do primeiro trimestre, um aumento de 0,6 ponto percentual em relação ao trimestre antecedente e de 1,3 ponto frente ao mesmo período do ano passado.

De acordo com o BB, se um caso específico e a queda trimestral da carteira fossem desconsiderados, o índice de inadimplência cairia para 3,39% — ainda assim, superior às taxas verificadas em dezembro e em março do ano passado.

A instituição apresentou uma piora na chamada inadimplência de curto prazo, um indicativo de que a taxa de calotes ainda pode piorar nos próximos trimestres. As operações com atraso entre 15 e 90 dias corresponderam a 3,01% da carteira de crédito classificada no fim de março, ante 2,38% em dezembro e 2,24% em relação ao fim do primeiro trimestre do ano passado.

De janeiro a março, a instituição gerou retorno sobrem o patrimônio líquido médio anualizado (ROAE, na sigla em inglês) de 10,4%, acima dos 5,6% obtidos um ano antes e dos 7,2% apresentados nos três últimos meses de 2016.

O objetivo traçado pelo presidente do BB, Paulo Caffarelli, é se aproximar do retorno gerado pelos grandes bancos privados, em torno de 20%. Sem definir um cronograma para isso, o executivo vem dizendo que a rentabilidade terá crescimento “sustentado e progressivo”.

Cartões

O volume financeiro transacionado na área de cartões do Banco do Brasil somou R$ 66,4 bilhões no primeiro trimestre, queda de 7,78% frente aos três meses antecedentes. Em relação aos três primeiros meses de 2016, houve crescimento de 3,5%.

No fim de março de 2017, a base total de cartões emitidos ficou em 69,3 milhões, entre cartões de crédito, débito e pré-pagos, decréscimo de 1,1% no trimestre e de 8,9% em 12 meses. O volume de cartões gerados com a bandeira Elo foi de 10,8 milhões.

A redução na base é explicada, segundo o banco, pelo processo de desativação de cartões sem uso há mais de 180 dias, pelo fim de novas comercializações com a promoção da segunda bandeira gratuita e pela queda do número de clientes com uso recorrente do cartão.

O resultado dos serviços com cartões somou R$ 950 milhões, decréscimo de 1,3% no trimestre e alta da 0,8% em relação aos três primeiros meses de 2016.

O BB detém 28,65% da credenciadora Cielo e 100% da bandeira Elo.

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