Política

Segundo Meirelles, reforma da Previdência ainda é agenda do País

Fonte - G1 Globo
26/05/17 14:35
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Ministro desvinculou do governo Temer a manutenção dos debates sobre reformas. Para Meirelles, há pessimismo exagerado no País, o que pode 'levar a decisões equivocadas'

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta sexta-feira (26) que a reforma da Previdência está incorporada à agenda nacional e que não é "a favor do governo ou contra o governo."

"Essa agenda é algo que já está incorporada como uma agenda nacional. Não é meramente a favor do governo ou contra o governo. Hoje a Reforma da Previdência extrapola esse campo de debate", disse Meirelles ao ser questionado sobre o impacto da crise política na tramitação das reformas, durante participação no Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic), em Brasília.

Para Meirelles, há um pessimismo exagerado no País, o que pode "levar a decisões equivocadas."

"Nós temos uma tendência, o que é normal, de em determinado momento em que as notícias são todas boas, colocar um otimismo exagerado, o que é negativo porque leva a decisões equivocadas, e em alguns momentos um pessimismo exagerado também, e isso pode também levar a decisões equivocadas", disse.

Meirelles evitou responder diretamente se a eventual saída do presidente Michel Temer, como consequência da crise política provocada pela delação dos executivos da JBS, prejudicaria a agenda das reformas. Ele disse, porém, que trabalha com a permanência do presidente.

“Como eu disse eu acho que a Reforma da Previdência é algo que é cada vez mais uma consciência nacional. O presidente Temer introduziu esse debate, mas é hoje uma proposta cada vez mais incorporada pela nação”, afirmou.

Confiança

Meirelles afirmou ainda que, se o mercado tiver confiança de que as reformas serão mantidas, a economia prosseguirá na trajetória de crescimento indicada em números do primeiro trimestre do ano.

"Se a economia brasileira tiver uma certa confiança de que as reformas serão mantidas - e esse cronograma será mantido - isso tenderá a fazer que a economia prossiga seu ritmo normal", afirmou.

Segundo o ministro, a orientação da política econômica do governo é fundamental para o futuro e para o presente. Ele voltou a dizer que a crise econômica iniciada em 2014 foi profunda porque o mercado temia a continuidade de políticas econômicas que não estavam dando certo.

Meirelles enfatizou que, apesar da previsão de crescimento médio do Produto Interno Bruto (PIB) – que é a soma de toda a riqueza produzida no País – em 2017 na comparação com 2016 ser baixa, a expectativa é de crescimento de 0,5%, a economia brasileira vai entrar 2018 com um ritmo de crescimento de 3,2% ao ano.

Crescimento

Ao comentar as previsões de crescimento para a economia, Meirelles destacou que, com a aprovação das reformas, o Brasil tem condições de crescer 2,3% ao ano nos próximos anos, sendo que em 2018 esse crescimento deve ser um pouco maior devido capacidade ociosa no País.

 

Mas com as microrreformas econômicas, como a desburocratização para abertura e encerramento de empresas, e também com a redução do papel do Estado na economia, esse crescimento poderá chegar a 4%, de acordo com ele.

“Com as reformas microeconômicas e a redução do papel do Estado na economia, podemos aumentar a taxa para os anos seguintes, podemos chegar a 3,5% e 4%. Aí sim entrar em uma rota de crescimento robusto”.

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