Estilo de Vida

O que Mozart, Einstein e Picasso faziam para estimular a criatividade

Fonte - Época Negócios
09/02/17 11:00
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O QI sozinho não explica a criatividade desses gênios

A inteligência não é apenas ser capaz de criar um trabalho extraordinário. Mesmo as pessoas mais criativas da história que você admira enfrentaram problemas de naturezas variadas. Afinal, o QI, por si só, não é garantia de um trabalho de sucesso. Há mais fatores que influenciam a criatividade do que a inteligência.

“Criatividade não é um talento. É uma forma de agir”, disse o ator John Cleese. Como analisa a revista Inc., gênios reconhecidos pela sua criatividade são capazes de reunir elementos, aparentemente contraditórios, de uma forma incomum e não esperada. Apesar de cada um ter seu estilo e seu método, Wolfgang Amadeus Mozart, Albert Einstein e Pablo Picasso, compartilhavam certas características em comum para expressarem a criatividade em suas respectivas artes. A revista Inc. mostrou quais. Confira:

1. Eles tinham determinação necessária para alcançar o nível de domínio em suas áreas 

Determinação pode ser um indicador de sucesso melhor do que o talento. Isso porque alguém pode ser extremamente talentoso, mas se não for capaz de se aperfeiçoar constantemente, nunca será bom de verdade. A habilidade de perseguir e buscar aquilo que significa muito para você durante um longo período de tempo é um indicador de você poderá conseguir qualquer outra coisa de valor na sua vida.

Pessoas criativas ao extremo têm uma grande motivação. Talento sozinho nunca lhes é suficiente. Os gênios, do passado e do presente – segundo analisa a Inc. – são reconhecidos normalmente pela perseverança, concentração, instinto e foco absoluto naquilo que eles querem fazer bem. Dedicação em um nível fora do comum é pré-requisito para conquistar o domínio sobre uma arte, um ofício, um trabalho.

Einstein, por exemplo, tinha uma inteligência altíssima, mas ele realmente amava e era obcecado em buscar a sua teoria da relatividade. Ele estava sempre curioso, considerava estudar ideias novas e radicais. Ele gastou uma grande parte de seus anos mais produtivos buscando provar a Teoria da Relatividade. Isso significa tudo para ele. Pessoas criativas têm um forte desejo de trabalhar duro e se esforçar por longos períodos – principalmente se elas acreditam no que estão fazendo. Em uma carta destinada a seu filho, Einstein pede com veemência que ele, quando aprendesse a tocar piano, o fizesse principalmente com música que ele mais aprecia – sem ser auxiliado por nenhum professor. “Esta é a melhor forma de aprender bastante. Com diversão. Assim, você nem vê o tempo passar, fica absolutamente imerso e esquece até de comer”, disse.

2. Eles têm coragem suficiente para abraçar o desconhecido

A disposição por arriscar, sair da zona do conforto ou de um modus operanti de olhar as coisas do jeito mais tradicional, fazem um bem enorme à criatividade. Você só pode explorar todo seu potencial se abraçar o risco associado ao fazer coisas diferentes.

Você não conseguirá atingir o ápice da sua carreira se não consegue tolerar lidar com o desconhecido. A história mostra que os gênios criativos arriscavam mais para obter resultados. A menos que você queira conforto e estagnação, arriscar é um requisito de todo processo criativo. Einstein, Mozart e Picasso valorizam o processo de seus trabalhos tanto quanto o resultado, viam os obstáculos como oportunidades para conseguir progredir mais e mais.

Uma vez perguntaram a Picasso se ele sabia, de antemão, como uma pintura que havia começado ficararia. Eis que ele respondeu: “É claro que não. Se eu soubesse, não estaria me aborrecendo com ela”, disse.

3. Eles direcionam a insatisfação para aprender, criar, inventar e fazer algo além

Einstein, Picasso e Mozart eram extremamente curiosos, abertos a novas ideias e persistentes em suas respectivas carreiras a despeito dos reveses que sofreram. “Eu não tenho nenhum talento especial. Sou apenas alguém profundamente curioso”, disse Einstein uma vez. Já Picasso afirmava que estava sempre trabalhando em algo que não conseguia fazer, já que daquele modo, poderia aprender como fazê-lo.

Já Mozart estava imerso no mundo musical desde sua infância. Mas isso não era desculpa. Ele estudou duro, pediu que seu pai lhe ensinasse as técnicas de mestres consagrados, como Bach, Handel e Haydn. Uma vez escreveu a um amigo sobre seu comprometimento com a música. “As pessoas pensam que a arte é algo que vem fácil a mim. Mas eu garanto a você, meu caro amigo, que não há ninguém mais devotado e que dedica tanto tempo a uma composição quanto eu. Não deve haver um mestre famoso que eu não tenha estudado minuciosamente diversas e diversas vezes”.

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