Empreendedorismo

O que fazer quando o negócio da família deixa de ser lucrativo

Fonte - Pequenas Empresas & Grandes Negócios
08/06/17 15:35
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Saiba como lidar com esse tipo de situação

A papelaria do Marcelo foi muito bem sucedida e, com o tempo, tornou-se uma referência de bom atendimento e tradição no bairro. Este negócio permitiu que os filhos do Marcelo se tornassem profissionais de boas áreas, um médico e outra advogada.

Hoje, porém, a papelaria é fonte de preocupações porque acumula dívidas, nenhum dos filhos se interessou pelo negócio e os pais “tocam” a papelaria sem se preocupar com as novas tendências.

Para os pais, a única alternativa é continuar com o negócio e torcer por dias melhores. “Afinal, eu não sei fazer outra coisa” diz o pai. A mãe, por outro lado, vai além: “Eu falo para os meus filhos que é melhor nós termos com o que nos preocupar do que ficar parados tomando antidepressivos”.

Os filhos, por outro lado, consideram opções diferentes. Para o médico, a melhor alternativa seria fechar a papelaria e vender o ponto; com o dinheiro, pagar as dívidas acumuladas. Para a advogada, deixar de pagar as contas para depois negociar as dívidas na justiça -- desse modo, seria possível organizar a vida financeira da papelaria.

Apesar de pais e filhos estarem abertos a conversar, existe um impasse que já começou a afetar os relacionamentos familiares. Com o crescimento das dívidas, os pais decidiram vender a própria casa para sustentar o negócio. Com a restrição de crédito dos pais em bancos, os filhos passaram a emprestar dinheiro. Até chamaram um consultor em finanças mas nada mudou.

O fato é que o negócio, lucrativo ou não, continua sendo importante para o Marcelo e sua família. Todos se sentem em dívida com a papelaria que permitiu o sustento da família e a realização de alguns sonhos. Mas a ideia de salvar o negócio a qualquer custo tem o seu preço. Para sair desta rota, é preciso:

1) Organizar as contas do negócio e da família;
2) Entender o que gera e o que consome caixa;
3) Estabelecer plano de ação e metas.

No caso do Marcelo, o consultor de finanças já fez estes três passos para tudo o que envolve dinheiro nos negócios: separação de contas do negócio e da família; corte de contas que não contribuem com o negócio e proposição de melhorias na precificação; metas de manutenção de faturamento e redução de despesas acompanhada de um plano de ação.

Estes mesmos três passos devem ser aplicados à família: orçamento familiar para definir as retiradas do negócio; entender a contribuição de cada familiar para recuperar (ou vender) a papelaria, priorização das contas da família que consomem caixa e reconhecer outras fontes de geração de caixa; combinar metas “pé no chão” e ao alcance de quem está envolvido no negócio com plano de ações como guia de acompanhamento da família.

O ponto central desta recomendação é que o plano financeiro e o plano familiar devem caminhar juntos. Não se trata apenas de negócios. Não se trata apenas de finanças. Trata-se de dar a devida importância ao negócio para recuperar sua lucratividade, ao custo apropriado para a vida financeira e familiar.

Fonte - Pequenas Empresas & Grandes Negócios
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