Empreendedorismo

Como negócios de impacto social e ambiental se financiam?

Fonte - Época Negócios
12/06/17 15:09
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Estudo apresenta um raio-x das empresas do setor

Quando um empreendedor lança uma startup de impacto social e ambiental, o mais provável é que recorra a pessoas próximas para conseguir financiar sua empresa. É o que mostra o estudo "Mapa de Negócios de Impacto Social + Ambiental", elaborado pela plataforma para empreendedores Pipe.Social.

A pesquisa, que ouviu 579 entrevistados, revela que 25% das empresas já recorreram a essa fonte de capital (conhecida como "Family, Friends and Fools", ou simplesmente "3 Fs"). Em segundo lugar, estão aceleradoras e incubadoras (11%). Depois, investidores-anjo (9%).

Tais conclusões do estudo fazem parte do recorte "Análise de Investimentos em Negócios de Impacto Social e Ambiental". O estudo mostra também que, no Brasil, a oferta de capital é diferente dependendo do estágio de maturidade do empreendimento. Enquanto nas fases iniciais (quando há grande necessidade de recursos) os investimentos são escassos, nas fases mais avançadas dos empreendimentos a oferta é maior. Dos negócios mapeados, 79% estavam captando investimento.

O mapeamento ainda joga luz sobre a demanda dos empreendedores. A pesquisa mostra que sete em cada dez que estão em fase inicial da empresa estão captando até R$ 500 mil — recursos que chegam principalmente por pessoas próximas, editais do governo, incubadoras e aceleradoras.

Já nas fases mais maduras, quatro em cada dez negócios aumentam a faixa de captação para mais de R$ 1 milhão. Aqui, os recursos vêm de investidores-anjo, empresas privadas e investidores com base em contratos formais (corporate venture, venture capital, private equity e crowdequity).

“As startups têm dificuldade de acesso a investimento e crédito em um período chamado ´Vale da Morte´, nos estágios iniciais de vida”, explica Carolina Aranha, cofundadora da Pipe.Social, em comunicado. “Investidores apontam a falta de negócios de impacto nos estágios mais maduros da jornada, que contam com maior faturamento e escala. Entendemos que se não tivermos um aumento da oferta de investimentos e crédito nas etapas iniciais da jornada não teremos volume de negócios que possam escalar em médio e longo prazos”.

O setor

A pesquisa mostra que 40% das empresas têm menos de três anos de atuação. Na análise geográfica, a maioria (63%) está no Sudeste; 20% no Sul; 9% no Nordeste; 3% no Norte; e 3% no Centro-Oeste. Os negócios de impacto social na área da educação representam 38%; em tecnologias verdes, 23%; cidadania, 12%; saúde, 10%; finanças sociais, 9%; e cidades, 8%.

A maioria dos negócios (70%) está formalizada. Noventa por cento tem equipe própria acima de dois funcionários (19% delas, acima de dez funcionários). Enquanto 58% das empresas foram fundadas somente por homens, 20% possuem apenas mulheres como fundadoras.

Demandas do investidor                  

Carolina Aranha diz que investidores buscam empreendedores com dedicação total ao negócio, métricas de impacto definidas e time que entregue o resultado, além de soluções que resolvam um problema real e que estejam estruturadas, testadas e com estratégia clara de investimento.

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