Economia

Exclusivo: previsões de Gustavo Loyola para a economia brasileira

Fonte - Empreender em Goiás
21/06/17 18:16
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Ex-presidente do Banco Central e sócio da Tendência Consultoria Integrada, Gustavo Loyola é otimista quanto a recuperação da economia brasileira

Em entrevista exclusiva ao portal Empreender em Goiás, o economista prevê crescimento maior do PIB em 2018, com inflação sob controle e juros em queda no País.

Mas faz um alerta: será preciso o Congresso Nacional aprovar as reformas trabalhista e da Previdência e, principalmente, manter a atual equipe econômica do governo comandada pelo ministro goiano Henrique Meirelles (Fazenda).

“Esta crise traz oportunidades de mudanças e expectativas otimistas. É uma grande oportunidade para alavancar o nosso País. Ao final, teremos um Brasil melhor e mais competitivo”, diz Loyola.

Em palestra segunda-feira (dia 19) na Acieg, à convide do Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico de Goiânia (Codese), o economista pediu aos empreendedores goianos que mantenham os planos de crescimento para suas empresas.

EMPREENDER EM GOIÁS: O presidente Michel Temer ainda tem condições de liderar a recuperação da economia brasileira?

GUSTAVO LOYOLA: Liderar, acho difícil. O que está acontecendo, na prática, é que a economia tem se recuperado e a continuidade disto depende, basicamente, da conclusão de reformas estruturais. Se o presidente conseguir que o Congresso aprove estas reformas, principalmente a da Previdência, acredito que criaremos uma sólida ponte até o próximo governo. Mas desde que seja mantida a atual equipe econômica do governo federal liderada pelo ministro Henrique Meirelles.

A economia está blindada de tal forma que a continuidade de Michel Temer é irrelevante?

Não chega a ser irrelevante, mas a economia está sim relativamente blindada. O que não pode acontecer é a saída da equipe econômica e o consequente abandono das políticas econômicas atuais e um fracasso na questão das reformas.

O senhor ainda acredita na aprovação das reformas trabalhista e da Previdência?

Ficou mais difícil com o atual cenário político, mas ainda acredito. É preciso construir um consenso que vai além do mandato do presidente Temer. O importante é que, independentemente de quem for o próximo presidente eleito em 2018, vai encontrar um cenário melhor para governar, desde que as reformas sejam aprovadas agora. Se isso não ocorrer, quem assumir em 2019 vai encontrar um cenário pior e, aí sim, terá de promover as reformas numa situação ainda mais difícil.

Não teme uma “sarneyzação” do governo Temer?

O cenário de permanência de um presidente fraco politicamente não deve ser ignorado. Desempenho econômico pode ser comprometido ainda mais. Existe o risco de abandono das políticas responsáveis.

Qual a previsão do senhor para o PIB brasileiro?

Acredito num crescimento entre 0,3% e 0,7% neste ano e entre 2,5% e 2,8% para 2018.

Em que patamar estarão inflação e dólar?

Inflação deve ficar abaixo de 4% neste ano e no ano que vem também. O câmbio é uma questão mais sensível à situação política e a fatores externos, mas acredito numa taxa entre R$ 3,30 e R$ 3,40.

E sua projeção para os juros?

Os juros básicos do BC vão cair ainda mais e a Taxa Selic deve fechar este ano na casa dos 8,5% ao ano.

Para mais informações sobre a economia goiana acesse: http://www.empreenderemgoias.com.br

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