Carreira

6 em cada 10 jovens buscam profissões tradicionais, diz pesquisa

Fonte - G1 Globo
22/06/17 10:09
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Com a chegada da recessão, estudo mostra que jovens se mostram mais interessados em plano de carreira e tempo na empresa

Levantamento sobre primeiro emprego realizado pela Vagas.com mostra que 59% dos jovens pesquisados imaginam-se daqui a cinco anos trabalhando em profissões tradicionais, como advogado, médico ou dentista.

Outros 29%, se veem nas chamadas profissões do futuro, como desenvolvedor mobile ou brand digital, e 12% não sabem ou apontam outros tipos de carreira, como militar e turismo.

O estudo foi realizado de 3 a 10 de abril deste ano, por e-mail, para uma amostra da base de currículos cadastrados no portal de carreira Vagas.com.br, contemplando homens e mulheres, de 14 a 30 anos que nunca trabalharam e buscam oportunidades ou que estão em seu primeiro emprego. Os 682 respondentes são, em sua maioria, mulheres (64%), possuem idade média de 20 anos, solteiros (97%), cursam faculdade (52%) e moram com os pais/ parentes (89%).

“A crise e a falta de emprego estão impactando uma geração que não tinha lidado ainda com essas dificuldades. Essa geração que nasceu após 1980 passou por um período de grandes conquistas no mercado de trabalho aqui no Brasil, marcada especialmente por ampla oferta de vagas e salários em alta. Com a chegada da recessão, esses jovens tiveram de lidar com algo novo e repensar alguns conceitos. Os resultados dessa pesquisa mostram pela primeira vez um millennial mais conservador e menos propenso a constantes mudanças”, diz Rafael Urbano, coordenador da pesquisa na Vagas.com.

Plano de carreira e tempo na empresa

O levantamento identificou dos jovens o que eles e seus pais mais valorizam na carreira. A pesquisa mostra que os millennials dão mais valor que seus pais ao diálogo com todas as hierarquias da empresa (45% x 19%), plano de carreira (68% x 51%), valores da empresa (50% x 33%), promoção de cargos (45% x 29%), bônus (23% x 13%), benefícios (60% x 52%) e tempo de permanência na mesma empresa (45% x 39%). Houve “empate técnico” em outros assuntos, como estabilidade financeira (69%), salário (61% x 58%) e ambiente de trabalho tradicional (17% x 15%).

“Essa geração sempre foi marcada pelo baixo tempo de permanência em uma empresa e sem muita preocupação com a carreira. Esses dados apontam uma nova marca que até agora não havia sido revelada. Demostra que essa turma está preocupada com o desemprego e mais interessada em assuntos que tradicionalmente eram ligados aos pais, como plano de carreira e tempo na empresa. A crise está revelando novos valores dessa geração”, analisa Urbano.

Maioria quer trabalhar em bancos e multinacionais

De acordo com a pesquisa, os setores que mais seduzem os jovens são bancos (54%), roupas, calçados e acessórios (32%), lazer e eventos (28%), telecomunicações (28%), TI (27%), saúde (25%), serviços financeiros (25%), indústria de alimentos (19%), hotelaria e restaurantes (19%) e setor de educação (18%).

Pelo porte da empresa, a atração foi destacada pelas multinacionais (75%), seguido por médias empresas (67%), pequenas empresas (41%), microempresas (23%) e startups e fintechs (15%).

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