Cultura

“É ótimo Goiânia trazer musical para o Festival de Dança, porque sai do Rio e São Paulo”, diz diretor da Cia. de Musicais

Fonte - Assessoria de Comunicação
10/07/17 16:00
870

Evento teve workshops desse e de outros estilos no segundo dia de programação, além de uma apresentação do ballet Carmen

O segundo dia do Festival Internacional de Dança de Goiás, que foi realizado nesta quinta-feira (06), contou com diversas atividades, incluindo workshops com coreógrafos renomados e Mostra Competitiva, além de uma apresentação especial de ballet clássico.

A realização é do Studio Dançarte, das irmãs Gisela e Ariadna Vaz, com apoio do Governo de Goiás e do Conselho Brasileiro da Dança (CBDD).

Os workshops são ministrados na unidade do Studio Dançarte, onde está disponível uma lanchonete. Essa unidade fica no térreo do Edifício Brookfield Tower, localizado na Avenida Jamel Cecílio nº 2929, esquina com a Rua 56, no Jardim Goiás. Já as demais atividades são realizadas no Centro Cultural Oscar Niemeyer e têm entrada franca. 

No local, o público conta com uma lanchonete e a Feira da Dança, que tem várias lojas com artigos de dança, como Capezio, Só Dança, Dancin e Biju Ballet. Estão montados também os estandes da STvi, que oferece o serviço de filmagem, e de Oswaldo Neto, que é de fotografias.

Oficinas
A quinta-feira (06) teve início com a segunda aula do workshop de ballet clássico juvenil da professora Alice Arja, que foi realizada das 09h30 às 11 horas. A professora do Rio de Janeiro é relações internacionais na América do Sul do Miami City Ballet e possui a Escola de Dança Alice Arja e a Cia. de Ballet do Rio de Janeiro.

Das 11 horas às 12h45, foi a vez da segunda parte da oficina de ballet clássico intermediário e avançado da professora Natalia Berrios, do Chile. Ela é primeira bailarina estrela do Ballet de Santiago, integrando a companhia desde 1993, e já participou de diversos festivais e concursos em todo o mundo.

O diretor e coreógrafo da Cia. Goiana de Musicais, Danilo Santana, que é formado em Dança pela Universidade Federal de Goiás (UFG), passou conhecimentos em seu workshop de musical adulto. A primeira parte foi realizada das 11h30 às 13 horas e a oficina se estenderá até o domingo (09), no mesmo horário. 

Santana destaca a importância de se incentivar o teatro musical no evento. “O musical está em alta no Brasil e é muito bom Goiânia trazer teatro musical para o Festival Internacional de Dança de Goiás, porque a gente descentraliza a ideia de que isso é feito só em São Paulo e no Rio de Janeiro. Existem produções locais muito inteligentes e que conseguem cativar bastante o público”, opina o professor. 

Ele ressalta que também existem produções de destaque nesse estilo em outras regiões do País, como no Nordeste. O diretor da Cia. Goiana de Musicais acredita ainda que os trabalhos do Brasil têm em suas composições um diferencial em relação a produções de outros países. Para ele, muitos espetáculos brasileiros trazem uma linguagem com referenciais nacionais, citando os musicais baseados em Elis Regina, Chacrinha e Cazuza: “Nós temos o nosso tempero brasileiro, de fazer arte de uma forma muito calorosa”. 
Também foi realizada na quinta-feira uma oficina de ballet clássico intermediário, das 13h15 às 14h45. O conteúdo foi ministrado pelo professor e coreógrafo Tíndaro Silvano, que atuou nas companhias do Palácio das Artes, do Ballet Guaíra e do Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, todas do Brasil, e do Ballet Gulbenkian, de Lisboa. Ele participa pela quarta vez do evento. 

O coreógrafo elogiou o Festival Internacional de Dança de Goiás, manifestando a expectativa de que outras cidades brasileiras sigam o exemplo de Goiânia. “Este evento é top de linha no País, pois atrai muitos bailarinos não somente pelos prêmios, que são os mais vultosos dos festivais brasileiros, mas também pelas bolsas de estudo e a qualidade dos professores e jurados”, ressalta. Para ele, um festival desse porte traz benefícios para toda a cidade, movimentando o comércio, o turismo e as escolas de dança. 
Questionado sobre o cenário da dança brasileiro, dentro do contexto mundial, Silvano manifestou sua preocupação com o momento atual. “Por causa da situação política e econômica, companhias solidificadas foram muito prejudicadas, incluindo companhias oficiais dos Estados. Para os jovens, isso é um desestímulo, por saber que no nosso País, não somente a dança, mas a cultura em geral é desvalorizada”, lamenta. 

Mostra Competitiva 
As competições tiveram continuidade no dia 06 de julho, às 20 horas, com 79 bailarinos apresentando variações, Grand Pas de Deux e conjuntos de Clássico de Repertório. Para avaliar as coreografias, estiveram presentes Natalia Berrios, Alice Arja e Tíndaro Silvano. As categorias das competições são: Infantil (de 7 a 9 anos), Júnior (de 10 a 12 anos), Juvenil (de 13 a 15 anos), Adulto (de 16 a 18 anos) e Avançado (acima de 19 anos). Na noite de quinta-feira, não houve colocação em primeiro lugar em nenhuma das categorias e modalidades. 

Antes das competições, os bailarinos Wanessa Paula e Dhaniel Amaral, da Dançarte Cia. de Dança, apresentaram um Pas de Deux do famoso ballet Carmen, de Georges Bizet. Esse é o segundo ano consecutivo que a dupla fez uma apresentação especial no Festival Internacional de Dança de Goiás. Wanessa Paula já foi vencedora como Melhor Bailarina no Festival Internacional Passo de Arte, em 2010, e participou de festivais importantes, como o Youth America Grand Prix, o Festival de Dança de Joinville e o Danzamérica. 
A bailarina, que interpreta a personagem que dá nome ao ballet, explica que o espetáculo tem temas como paixão, raiva, dor e traição, e comemora: “O palco traz muitas emoções para nós, ainda mais dançando num festival feito pela nossa escola”. Dhaniel Amaral, que já fez parte do Balé do Estado de Goiás, ficou em 1º lugar na modalidade conjunto jazz no New York Dance Alliance, dos Estados Unidos, em 2007. Entre os demais destaques de sua carreira está a primeira colocação no 10º Festdança, no ano de 2010, em Goiânia, sendo escolhido como Melhor Bailarino. O bailarino conta que ele e sua parceira se prepararam bastante para os personagens e a movimentação do ballet Carmen, pois “são papeis bem complexos e difíceis de serem representados”. 

Cadastro Login
Acesse com sua rede social
ou
Esqueceu sua senha?
Cadastro Login
Acesse com sua rede social
ou
Um e-mail de confirmação chegará em sua caixa de entrada
Cadastrar Login
Cadastrar