Agronegócio e indústria vivem realidades diferentes com a Reforma Tributária

Debatedores no segundo evento da Tour ACIEG alertaram para a necessidade urgente de readequação do fluxo de caixa das empresas

Publicado por Comunicação em 29 de outubro de 2025

Foto: Divulgação ACIEG

Os impactos divergentes da Reforma Tributária para o agronegócio e a indústria ficaram evidentes no encontro realizado pela Câmara da Reforma Tributária da ACIEG nesta quarta-feira (29). O “Fórum Agronegócio e Indústria: preparação final para o novo cenário tributário” reuniu especialistas e empresários dos dois setores, que apontaram ações necessárias para a preparação das empresas.

“O debate foi muito esclarecedor e a conclusão unânime dos participantes foi a necessidade das empresas terem um olhar para dimensionar um novo fluxo de caixa já a partir de 2026”, avaliou o presidente da Câmara da Reforma Tributária, Alexandre Limiro. 

Participaram do debate: Elder Pinto, gerente de representação do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz); Ivone Maria da Silva, integrante do Conselho Administrativo Tributário de Goiás; Eduardo Zuppani, presidente do Conselho de Assuntos Tributários da Federação das Indústrias do Estado de Goiás; Danilo Resende Ferreira, sócio-administrador da FCA AGRO; e Renato Lima, CEO da Qualitti Alimentos. O evento teve apoio do Conat e da FIEG

 

Impactos específicos

O fluxo de caixa foi justamente um dos pontos de maior preocupação para os empresários do agro. “Sem um estudo para o impacto desse fluxo, produtores rurais com receita anual acima de R$ 3,6 milhões podem ser surpreendidos em 2027, quando a alíquota será ainda maior do que já entra em vigor em 2026”, apontou o presidente da Câmara. 

O debate também abordou incentivos para insumos no agronegócio e o enquadramento do produtor rural na função de ente-arrecadador, algo que não ocorre hoje com relação aos tributos sobre consumo. 

Já o setor industrial está diante de outro panorama. “Aparentemente, esse setor terá desoneração. Mas, as indústrias podem ter gastos, principalmente aquelas voltadas para produtos da cesta básica com alíquota zero. Isso porque podem demorar até seis meses para recuperar o valor desembolsado na hora de fazer a aquisição junto aos produtores, por causa da sistemática do split payment”, exemplificou Alexandre Limiro.

 

Último fórum

Fechando a série de atividades da “Tour ACIEG Reforma Tributária 2026 – Prepare-se Agora”, a Câmara da Reforma Tributária vai trazer especialistas para falar dos impactos para varejo e atacado:

  • 12/11/2025Fórum Comércio: como se adequar já à Reforma Tributária

A participação é aberta ao público de forma online, com vagas limitadas. Inscrições pelo link (clique aqui).