As mães goianas que empreendem no dia das mães

A expectativa de lucro de ao menos 410 milhões de reais no Estado de Goiás

Publicado por Acieg em 07 de maio de 2021

Em maio, se comemora uma das datas mais festivas e lucrativas para o setor varejista em nosso país: o Dia das Mães. A expectativa é que sejam movimentados em torno de R$ 12,12 bilhões de reais em todo o país, segundo o levantamento feito pela Confederação Nacional do Comércio de Bens e Turismo (CNC)

Em Goiás, a perspectiva é que sejam injetados R$ 410 milhões na economia goiana durante a data. Varejos como vestuário, calçados e acessórios são as preferências dos brasileiros para presentear as mães e devem responder por R$ 4,09 bilhões de lucro esperado para este fim de semana. 

Outros segmentos como móveis e eletrodomésticos (R$ 2,38 bilhões) e farmácias, perfumarias e cosméticos (R$ 1,52 bilhões) devem abocanhar o restante da expectativa de lucratividade da data. 

A projeção mostra que haverá um aumento significativo de vendas para o período, em comparação ao ano anterior. No entanto, a recuperação das vendas ainda não estará no patamar da data comemorativa de 2019,  período anterior à pandemia da covid-19 no país. 

De acordo com a pesquisa feita pelo Procon Goiânia, existe uma variação de 266% nos preços de produtos na capital goiana. Flores e roupas lideram a grande defasagem de preços praticados pelos comerciantes.   

Mesmo com dados medianos, as empreendedoras Alessandra Matsuoka e Uyara Napoli, estão recebendo demandas consideráveis e se preparando para o volume de vendas que podem ter durante o dia das mães.    

Mães empreendedoras

A empreendedora Uyara Nápoli trabalha com acessórios de semijoias junto de sua mãe, Rosângela Nápoli, há pelo menos 16 anos. Ela conta que a ideia de montar um negócio com a matriarca aconteceu após elas produzirem acessórios para uso próprio e familiares dizerem a elas que as peças que produziam tinham qualidade e que podiam comercializar esses produtos. 

Foi a partir disso que ambas decidiram abrir o atelier para a produção e confecção, e passaram a vender em feiras-livres as produções que faziam juntas em cidades como Goiânia e Brasília. 

Uyara relata que a primeira dificuldade para abrir seu projeto foi a falta de capital de giro, porque o lucro do seu empreendimento demorou a dar resultados. 

Para a data comemorativa deste domingo (09), a empreendedora formulou uma estratégia de criar peças com preços acessíveis, mas em uma quantidade limitada devido a previsão de procura mediana. “Estou com uma expectativa um pouco baixa, mas decidi me preparar dentro dessas previsões”, confidencia Uyara.

Ao ser questionada sobre quais dicas daria a outras colegas para o preparo da data festiva, ela pontua a necessidade criar parcerias com lojistas e vendedores consignados para comercializar produtos dos catálogos que produzirem e focar em vendas online, um nicho que está em ascensão após as restrições sanitárias da pandemia. 

Do hobbie para a profissionalização 

A digital influencer, Alessandra Matsuoka, é proprietária do perfil Japa Fit na rede social instagram. E foi a partir de uma circunstância pessoal e por desejar apoiar pessoas em processo de emagrecimento saudável que nasceu seu hobby que virou um negócio.

“Eu quis ajudar meu companheiro a perder peso, então passei a buscar receitas e formas saudáveis de alimentação para ajudá-lo a ter uma transição bacana e sem traumas”, relata a influencer. 

Com uma alimentação saudável e em um processo de constante reinvenção de receitas tradicionais, como canjica, mousses e outras receitas de cunho mais doce, feitas pensando em não ser industrializada e saudável, Alessandra passou a compartilhar as receitas em seu perfil no Instagram, após incentivos de sua filha. 

Alessandra conta que a opinião de sua filha foi determinante neste processo Segundo ela, seria uma boa ideia divulgar essas receitas para que outras pessoas também fizessem uma reeducação alimentar, assim como o seu pai. 

Foi a partir do momento que compartilhou as recriações que fazia para o seu marido nas redes, que percebeu que havia todo um nicho interessado no conceito de alimentos tradicionalmente considerados calóricos sendo repensados para uma proposta diferente do que é praticado no mercado. 

Ela relata que com seu estilo de vida saudável e as receitas, passou a receber cada vez mais sugestões e pedidos dos seguidores para produzir e comercializar suas ideias em produtos alimentícios. Alessandra conta que quando o isolamento social se estendeu além do esperado, inúmeras pessoas passaram a procurá-la para pedir suas receitas ou para comprar os produtos que ela comercializa de forma despretensiosa.

Dentro de um prazo de um ano, ela viu seu perfil e seu hobby virar um negócio lucrativo. Tanto que teve que contratar funcionários e criar uma logística para conseguir atender uma demanda inesperada de vendas. A digital influencer pontua que os produtos e perfil é mais um hobby que se profissionalizou do que sua renda fixa, já que é analista de contabilidade há mais de 18 anos.

Alessandra se preparou para o dia das mães e produziu caixas com produtos alimentícios personalizados de tamanho médio e grande, como mousses e outras guloseimas de escolha do cliente. Ela recomenda ainda para aqueles que empreendem na data, que busquem criar produtos de qualidade e que atendam às expectativas do público.