ChatGPT vira febre com imagens no estilo Ghibli – e derrete servidores

Publicado por Comunicação em 16 de abril de 2025

Plataforma da OpenAI disponibilizou nova tecnologia para geração de imagens e movimentou as redes sociais com a nova moda: criar imagens no estilo do Studio Ghibli

 

Os servidores do ChatGPT derreteram, no início do mês, após a plataforma de inteligência artificial lançar a tecnologia DALL-E 3 – para geração de imagens. A ferramenta permitiu a criação de retratos em modelo de animação inspirado em criações do Studio Ghibli, estúdio japonês de animação criador de filmes como A Viagem de Chihiro (2001), O Castelo Animado (2004) e O Menino e a Garça (2023).

Para o presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Goiás (ACIEG), Rubens Fileti, o alto interesse e as polêmicas mostram que é sempre improvável ser unanimidade nas redes, mas é possível ter sucesso com estratégias que entendem o comportamento dos consumidores.

“É fundamental que empreendedores compreendam tendências de seus clientes para pensar em novas estratégias comerciais. O ChatGPT trouxe uma tecnologia que não é necessariamente nova, mas que ofereceu uma qualidade antes não vista, e conseguiu superar inclusive as marcas da época do seu lançamento. Isso mostra a importância de tratarmos com seriedade a inovação em nossas empresas”, disse.

Entenda a história

Servidores derretidos. O derretimento dos servidores foi revelado pelo próprio CEO da OpenAI, responsável pelo ChatGPT. “É muito divertido ver pessoas curtindo as imagens no ChatGPT, mas nossos servidores estão derretendo. Por isso, vamos introduzir limites de uso até tornarmos a plataforma mais eficiente”, escreveu Altman no X, antigo Twitter.

Dominando as redes sociais. O sucesso foi mensurado em números e mostrou o esperado, após ver as “imagens no estilo Studio Ghibli” dominarem as redes sociais. Pela primeira vez em 2025, de acordo com a empresa de pesquisa de mercado Similarweb, o número de usuários semanais ativos da inteligência artificial passou de 150 milhões.

Quebrando recordes. Para uma margem de comparação, à época do lançamento do ChatGPT, há pouco mais de dois anos, a OpenAI atingiu a marca de 1 milhão de usuários em cinco dias. Após a disponibilização da ferramenta que gera as versões animadas de fotos, foram registrados 1 milhão de novos usuários em apenas uma hora – declarou Altman.

Como funciona o recurso. A nova ferramenta do ChatGPT foi introduzida aos usuários no último mês. Ele permite a criação de imagens renderizadas no estilo de animes a partir de fotos enviadas pelos próprios usuários.

Despertou interesse dos usuários. De acordo com dados da plataforma Google Trends, que mensura tendências de pesquisa dos usuários, entre 29 de março e 2 de abril, houve um pico de “interesse repentino” nas buscas pelo termo “Studio Ghibli” – o salto nas buscas destaca-se pelo alinhamento com os dados sobre o interesse de usuários pelo termo “ChatGPT”.

Alto consumo de água e energia. O sucesso, porém, não veio sem críticas. Há um questionamento persistente nas redes sobre a quantidade de uso de água para garantir o funcionamento da tecnologia de geração de imagens. Segundo uma pesquisa das universidades de Colorado Riverside e Texas Arlington, o consumo de água e energia ao gerar-se uma imagem é equivalente ao gasto para cerca de 20 comandos de texto. A questão maior, contudo, é o consumo de energia. A queima de combustíveis fósseis tem acelerado as mudanças climáticas e é uma das principais fontes de energia atualmente.

Criou polêmica nas redes. Em outra frente, as redes levantaram declarações antigas do co-fundador do Studio Ghibli e ganhador do Oscar, Hayao Miyazaki, sobre a geração de arte por IA. Para ele, o uso da tecnologia para criar arte é “um insulto à própria vida”. “Eu nunca desejaria incorporar essa tecnologia ao meu trabalho”, afirmou em 2016. A fala voltou a repercutir com o sucesso da nova tecnologia da OpenAI. O debate também passou pela possível violação de direitos autorais – visto que, para criar imagens, a tecnologia precisa de referências criadas por terceiros. No entanto, a tecnologia continua em funcionamento no ChatGPT.