Influências da saúde mental e gestão do trabalho na produtividade das organizações é tema de debate na Acieg

Publicado por Acieg em 10 de junho de 2022

Em 2021, uma pesquisa da Universidade de São Paulo (USP) apontou que, em uma lista de onze países, o Brasil é o que tem mais casos de trabalhadores com problemas de saúde mental.

 

Por: Rhaissa Silva/Ascom Acieg

 

A saúde mental no trabalho tem sido objeto de debates por parte de várias empresas, principalmente no pós-pandemia causada pela Covid-19. O motivo são as consequências dos transtornos mentais, como ansiedade e depressão, na produtividade das organizações. A Acieg por meio dos conselhos Setoriais de Serviços, Gente e Gestão realizou, nesta quinta-feira (09), das 8h às 12, na sede da Acieg, o Seminário “Saúde Mental e Gestão do trabalho: novos desafios empresariais”.

Em sua fala de abertura, o presidente da Acieg Rubens Fileti, destacou a importância do debate: “É um orgulho para todos nós que essa casa está cheia. começamos a discutir saúde mental, quando ocorreu o lockdown por conta da pandemia causada pela COVID-19. a Acieg criou o Centro de Apoio Psicossocial (Caps), que foi um momento de acolhimento aos empresários”, disse.

Rubens ainda relembrou: “reunimos alguns diretores da área da psicologia e da sociologia e começamos a cuidar da alma e da mente do empreendedor. Tenho absoluta certeza que salvamos muitas vidas. Esse seminário de saúde mental tem conteúdo e gente muito capacitada para estar passando conhecimento sobre esse tema tão importante para as organizações”.

Home office nas organizações

Ampliada durante a pandemia da Covid-19, a Síndrome de Burnout é um dos transtornos mentais com os quais as empresas estão tendo de lidar. A partir de 1º de janeiro de 2022, ela ganhou nova Classificação Internacional de Doenças (CID-11) da Organização Mundial da Saúde e deve ser vista sobre novo prisma pelas companhias.

Trazendo o tema ‘Gestão da Saúde e Segurança do trabalho no cenário atual’, João Anastácio destacou que o home office vem desde os anos 90 caminhando lentamente, e em março de 2020, de repente empresas passaram a funcionar de um dia para o outro, 100% home office.

“E muitos especialistas argumentam que, dos trabalhadores que no auge da pandemia estavam em home office, 30% não voltaram. Isso abre oportunidades, como a de trabalhar em empresas em outros países. Esse processo que avançava lentamente foi acelerado com a pandemia, assim como o processamento eletrônico que envolve essa nova gestão de saúde e segurança do trabalho”, disse.

Já o Levy Rafael, que é presidente do Procon Goiás, abordou o tema ‘Como a Saúde Mental do Colaborador pode afetar as relações de consumo’ e destacou a necessidade da empatia: “não é bater o pé, é dialogar, é entender, se colocar no lugar do outro. É cada vez mais necessário a empatia e o cuidado com a saúde mental”.

 

População mundial afetada

Estima-se que 10% da população mundial é afetada por algum transtorno mental, sendo 20% crianças e adolescentes. Segundo a OMS, a cada 40 minutos uma pessoa comete auto exterminio. Entre jovens de 15 a 29 anos, o suicídio é a quarta causa de mortes no Brasil. Entre os homens são a terceira causa, entre as mulheres a oitava.

Em 2021, uma pesquisa da Universidade de São Paulo (USP) apontou que, em uma lista de onze países, o Brasil é o que tem mais casos de trabalhadores com problemas de saúde mental.

Marilene Martins, presidente do Conselho Setorial de Gente e Gestão da Acieg e diretora do Instituto Habiens, levou dados sobre o Direito à Saúde Mental e aspectos psicossociais do trabalho: prevenção e intervenção, juntamente com o Laércio Melo Martins.

“No mundo em que estamos vivendo, o indivíduo não se permite olhar para dentro. Falar sobre saúde mental não é romantizar, mas entender que o sofrimento está do nosso lado, e nos perguntarmos: será se a empresa está preparada para discutir isso?”, destacou Marilene.

Além de falar sobre acidentes do trabalho por CID no estado de Goiás, Laércio Melo Martins abordou um pouco mais sobre o ‘Direito à Saúde Mental e aspectos psicossociais do trabalho: prevenção e intervenção’.

“É necessário abrir novos horizontes de possibilidades de discussão da saúde mental. Esse seminário já demonstra que vocês, gestores, que estão no campo político e defesa dos associados estão se atentando para isso, porque as questões estão cada vez mais complexas”, concluiu Laércio.

 

Informações para a imprensa: Rhaissa/Ascom Acieg: 62996570995